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Em novas imagens, Missão ExoMars mostra Marte como você nunca viu

Em Roma

27/06/2018 15h04

Uma perspectiva inédita do interior da cratera Nicholson, que possui 100 quilômetros de diâmetro, e outra de um buraco na planície vulcânica de Daedalia são duas novas imagens de Marte captadas pela câmera CaSSIS, que integra o Orbitador para Traços de Gases (TGO, na sigla em inglês) da missão europeia ExoMars.

A Agência Espacial Italiana (ASI, na sigla em italiano) apresentou nesta quarta-feira (27) em Roma essas imagens de alta resolução da superfície de Marte feitas por uma câmera fabricada sob a supervisão do professor da Universidade de Berna, Nicolas Thomas, e por empresas italianas como a Leonardo.

A ASI - que financia 40% da missão ExoMars - e o Instituto Nacional de Astrofísica de Pádua, no norte da Itália, proporcionaram o plano focal e o sistema de processamento eletrônico da câmera, que gera imagens de Marte que depois são transformadas em 3D em Pádua.

Esse sistema, que orbita Marte a 400 quilômetros de altura, permitirá obter uma fotografia a cada semana da geografia do país, o que permitirá realizar uma análise morfológica de sua superfície.

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Além disso, a CaSISS (Colour and Stereo Surface Imaging System) observou as potenciais fontes de traços de gases no planeta vermelho e permitiu analisar os processos dinâmicos de sua superfície como a sublimação e a erosão.

A CaSISS também servirá para avaliar possíveis locais de aterrissagem de futuros veículos exploradores não tripulados, pois a missão ExoMars tem como objetivo lançar um rover a partir de 2020.

A ExoMars é um projeto da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e da Agência Espacial Russa (Roscosmos) para estudar se há vida ou vestígios dela em Marte.

Composta por duas missões, a ExoMars teve início em 2016 com o lançamento do TGO - para estudar os gases de Marte - a bordo do módulo de entrada, descida e aterrissagem Schiaparelli, do qual se separou.

A segunda missão envolverá o lançamento de um veículo de exploração que será lançado previsivelmente em julho de 2020 e começará a operar no início de 2021 com o objetivo, graças a seus sofisticados equipamentos, recolher e estudar amostras do solo através da perfuração.