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Cientistas isolam o coronavírus em morcegos na Arábia Saudita

22/08/2013 16h55

Uma equipe de pesquisadores do Ministério da Saúde da Arábia Saudita, em parceria com a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, conseguiu isolar o coronavírus em uma amostra extraída de morcegos, informou nesta quinta-feira (22) a agência oficial de notícias SPA.

O exame foi feito a partir de amostras de 96 morcegos vivos, que representam sete espécies diferentes, e de 732 restos desses mamíferos voadores em regiões da Arábia Saudita em que foram detectados casos de contágio.

Uma das amostras de um morcego vivo, que se alimenta de insetos, assinalou a existência de uma composição genética idêntica em 100% do coronavírus, que causa a chamada Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (MERS-CoV).

A equipe científica detectou também a presença de outros vírus do gênero Corona em 28% das amostras que foram examinadas.

O estudo concluiu que os morcegos são capazes de portar vários vírus, como o da raiva, o do Sars e o do Hindra, e que a presença de uma combinação idêntica ao coronavírus também torna esses animais potenciais portadores do vírus.

A pesquisa indicou que, devido à extensão de casos confirmados entre os humanos em uma região geográfica ampla, é alta a probabilidade de que esse vírus esteja presente em outro tipo de animal, por isso devem ser realizados mais estudos.

A equipe de investigadores ressaltou a importância de estudar a forma de transmissão do vírus da fonte que o transmite ao ser humano, ou seja, a partir dos animais que podem atuar de mediadores entre o morcego e o ser humano.

Os pesquisadores fizeram análises no local que duraram seis semanas em outubro de 2012 e abril de 2013 e coletaram mais de mil amostras de sete espécies diferentes de morcegos. Atualmente, a equipe está documentando os resultados de outros estudos feitos com amostras de outros animais.

O Ministério da Saúde saudita informou hoje sobre a detecção de dois novos casos de pessoas que contraíram o coronavírus em Riad, elevando para 76 o número de vítimas pelo vírus, que causou na Arábia Saudita a morte de pelo menos 39 pessoas. 

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