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Passou a febre? Dona do Facebook prepara corte de custos com metaverso

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, interage com avatar em metaverso durante conferência realizada em outubro de 2021 - Facebook/Divulgação via Reuters
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, interage com avatar em metaverso durante conferência realizada em outubro de 2021 Imagem: Facebook/Divulgação via Reuters

Por Katie Paul

(Reuters)

12/05/2022 14h43

A Meta está preparando cortes de custo na divisão Reality Labs, uma unidade que está centro da estratégia da controladora do Facebook de reorientar seu foco para produtos de hardware e "metaverso", afirmou um porta-voz.

O diretor de tecnologia, Andrew Bosworth, disse aos funcionários do Reality Labs durante uma sessão semanal de perguntas e respostas na terça-feira que espera que as mudanças sejam anunciadas dentro de uma semana, de acordo com um resumo de seus comentários visto pela Reuters.

O porta-voz da Meta confirmou que Bosworth disse aos funcionários que a divisão não poderia mais fazer alguns projetos e teria que adiar outros, sem especificar quais planos seriam afetados. Ele disse que a Meta não estava programando demissões como parte das mudanças.

Em uma teleconferência de resultados no final de abril, o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse que a companhia planeja "diminuir o ritmo" de alguns investimentos de longo prazo em áreas como sua plataforma de negócios, infraestrutura de inteligência artificial e Reality Labs.

A Meta reduziu despesas totais esperadas para 2022 para entre 87 bilhões e 92 bilhões de dólares, abaixo da previsão anterior entre 90 bilhões e 95 bilhões. Na semana passada, a companhia informou aos funcionários redução de contratações para a maioria dos cargos de nível médio a sênior.

Ao mesmo tempo, Zuckerberg alertou que pode levar cerca de uma década para que as apostas no metaverso e na Reality Labs deem retorno. A unidade teve prejuízo de 10,2 bilhões de dólares em 2021 e resultado negativo de mais 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

Zuckerberg disse aos investidores no mês passado que ainda espera obter crescimento de receita suficiente com os aplicativos legados do Facebook, Instagram e WhatsApp nos próximos anos de modo a poder financiar investimentos na Reality Labs. "Infelizmente, isso não vai acontecer em 2022", disse ele.

A companhia tem investido pesado na Reality Labs, que cresceu a partir da aquisição da empresa de óculos de realidade virtual Oculus e agora possui operações em realidade ampliada, óculos inteligentes, dispositivos de videochamada e soluções de tecnologia para empresas.

A unidade também está desenvolvendo um headset de realidade mista, equipado com rastreamento da face e olhos e conhecido como Projeto Cambria, apresentado na quarta-feira.

A empresa contratou mais de 13 mil funcionários no ano passado e quase 6 mil no primeiro trimestre deste ano.