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Pagar direitos trabalhistas a motoristas britânicos custaria milhões de libras, diz Uber

10/10/2017 13h10

LONDRES (Reuters) - O Uber disse nesta terça-feira que tratar seus motoristas britânicos como funcionários, com a concessão de direitos como salário mínimo e férias remuneradas, acrescentaria dezenas de milhões de libras aos custos do aplicativo de táxi.

O Uber atualmente classifica seus cerca de 50 mil motoristas na Grã-Bretanha como trabalhadores por conta própria, o que lhes garante apenas direitos básicos.

"Não tenho os números precisos ... mas estou certo de que certamente seria dezenas de milhões", afirmou Andrew Byrne, chefe de política da empresa para o Reino Unido, na comissão de negócios do Parlamento.

O diretor-gerente da Deliveroo para o Reino Unido e a Irlanda, Dan Warne, disse que os custos adicionais, incluindo as contribuições para a seguridade social, acrescentariam cerca de 1 libra (1,32 dólar) ao custo de cada entrega.

As empresas que operam na chamada economia gig - na qual as pessoas trabalham para diferentes empresas sem contrato fixo - têm sido criticadas por sindicatos e alguns parlamentares pelo que eles classificam de práticas de exploração.

O Uber e a Deliveroo dizem que seus motoristas gostam da flexibilidade oferecida, mas no ano passado dois motoristas saíram vencedores de uma disputa judicial contra o Uber e receberam direitos trabalhistas. O Uber entrou com recurso contra a decisão no mês passado.

(Por Costas Pitas e Michael Holden)