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Duas chuvas de meteoros estarão visíveis esta noite; saiba como observar

Brian Peterson/AP Photo/Minneapolis Star Tribune
Imagem: Brian Peterson/AP Photo/Minneapolis Star Tribune

Marcela Duarte

Colaboração para Tilt

28/07/2020 17h28

A semana está cheia de corpos celestes. O pico da chuva de meteoros Delta Aquáridas, visível do Hemisfério Sul, ocorre entre esta terça (28) e quarta-feira (29). Até o amanhecer, você terá a chance de ver, a olho nu, 25 meteoros por hora. Além disso, uma chuva de meteoros menos intensa, a Alfa Capricornídeos, atingiu seu auge neste periodo.

Dependendo da região do Brasil, estima-se de 15 a 25 meteoros da Delta Aquáridas riscando o céu por hora, a uma velocidade estimada de 41 km/s. No Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste, a atividade será mais intensa. Em áreas urbanas, com poluição luminosa, apenas os meteoros mais brilhantes dessa chuva serão visíveis.

A Delta Aquáridas do Sul (South Delta Aquariids - SDA) é melhor observada no Hemisfério Sul, pois seu radiante —ponto de onde os meteoros aparentam surgir, na Constelação de Aquário— fica mais alto em nosso céu.

O evento astronômico é visível a olho nu, sem necessidade de telescópios ou equipamentos especiais. Na madrugada de quarta e de quinta-feira (30), o espetáculo também acontece, com menor intensidade.

Como acompanhar?

  1. Torça por um céu sem nuvens. Procure um lugar com pouca luz, como uma varanda ou quintal. Quanto menos poluição luminosa, mais chances de observação.
  2. Fique confortável. Deite ou sente em uma cadeira (de preferência uma de praia), proteja-se do frio e evite usar o celular o tempo todo para não se distrair e nem ter a visão ofuscada pela claridade da tela.
  3. Tenha paciência. Seus olhos demoram cerca de 20 minutos para se acostumar com a baixa luminosidade e a diferenciar a luminosidade dos diferentes corpos celestes (estrelas, planetas, meteoros).
  4. A partir das 22h, olhe para o leste (direção em que o Sol nasce). A constelação de Aquário, onde está localizado o radiante da chuva, começará a ficar visível no horizonte. A luz da Lua, porém, poderá ofuscar a observação.
  5. Um app de observação dos céus pode te ajudar a encontrar este ponto. Os meteoros vão aparentar surgir ao redor da Constelação de Aquário.
  6. Observe atentamente e espere pelos meteoros. O melhor horário para observar será a partir das 3h30, quando a Lua crescente se põe e a constelação estará bem acima de nossas cabeças, no meio do céu. Os meteoros estarão visíveis até o amanhecer.
  7. Faça um pedido a cada 'estrela cadente' vista, como manda a tradição.

A chuva de meteoros Alfa Capricornídeos também está no auge de sua atividade. Ela acontece anualmente entre julho e setembro e, em 2020, seu pico coincidiu com o da Delta Aquáridas. Mas, ela é bem menos ativa, produzindo cerca de cinco meteoros por hora, com uma velocidade de 25 km/s.

Apesar de mais difícil de observar, a Alfa Capricornídeos é um espetáculo diferente: os meteoros aparecem como bolas de fogo brilhantes, que deixa clarões em vez de rastros no céu. Como o nome diz, seu radiante fica na constelação de Capricórnio.

O que é?

Meteoros são as populares estrelas cadentes, isto é, pequenos pedaços de rochas e poeira espacial que queimam ao entrar na atmosfera da Terra em alta velocidade. Em geral são inofensivos e se desintegram bem antes de atingir o solo.

Os meteoros maiores e mais brilhantes também são chamados de bólidos ou bolas de fogo, como o que foi visto em Goiás na semana passada.

A chuva Delta Aquáridas é composta por resquícios do cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986. Ela acontece uma vez por ano, todos os anos, entre julho e agosto. É quando a Terra, em seu movimento de translação em torno do Sol, cruza a órbita do cometa, onde flutua uma trilha de destroços e poeira.

Neste período, por cerca de um mês, algumas dessas partículas atingem nossa atmosfera, causando a bela chuva de meteoros —que atinge seu pico durante cerca de dois dias, quando atravessamos a área mais central e densa do rastro.

Já a Alfa Capricornídeos é originada na trilha do cometa 169P/NEAT. Entre os dias 12 e 13 de agosto, teremos o pico da chuva de meteoros Perseidas, na constelação de Perseu, resultado do cometa Swift-Tuttle.