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Brasileira é destaque na Apple com app que ajuda a organizar guarda-roupa

Maria Fernanda Azolin é uma das vencedoras do desafio de programação da Apple para estudantes - Divulgação
Maria Fernanda Azolin é uma das vencedoras do desafio de programação da Apple para estudantes Imagem: Divulgação

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

17/06/2020 14h13

A brasileira Maria Fernanda Azolin, 21, teve uma dupla conquista nesta semana. Além de ser uma das vencedoras do desafio mundial de programação da Apple para estudantes, o Swift Student Challenge 2020, seu aplicativo foi destacado pela empresa como um dos três melhores da competição.

A estudante de engenharia da computação da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) recebeu a notícia pouco após acordar na manhã de terça-feira (16). "Estava tremendo, gente", afirmou em uma conversa com Tilt. "Fui dormir cedo [no dia anterior] porque estava ansiosa. De manhã, acordei e vi o email da Apple dizendo 'Você passou!'. Está sendo um dia incrível."

A competição pediu para os participantes programarem uma cena interativa baseada na linguagem de programação Swift, criada pela Apple, que durasse até três minutos. Inspirada nos amigos, Azolin criou o projeto DressApp, uma plataforma que ajuda a catalogar as roupas que o usuário tem no guarda-roupa.

Além da brasileira, a Apple destacou os trabalhos de Lars Augustin, 16 anos, da Alemanha, e Ritesh Kanchi, 16, dos Estados Unidos. Ao todo, 350 estudantes de 41 países e regiões serão premiados pela empresa como vencedores do desafio. Nesta edição, cerca de 80 deles são do Brasil.

A participação na WWDC, conferência para desenvolvedores da Apple, realizada anualmente nos EUA para lançar as novidades dos sistemas operacionais da companhia, seria um dos prêmios para os vencedores. Mas, por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento presencial foi cancelado e acontecerá 100% online a partir da próxima segunda-feira (22).

Uma jovem "de exatas"

A programação é uma área que fascina a futura engenheira da computação desde a adolescência. Foi durante uma aula no ensino técnico em eletrônica que descobriu o gosto pelo mundo dos códigos.

Já na universidade, a atração pelo desenvolvimento de sistemas se fortaleceu. As disciplinas de programação eram as favoritas. "Sempre fui meio de exatas, com um pouco de facilidade na área. Mas vou muito atrás, vejo curso, tutorial. Quando quero fazer um aplicativo, fico lá até ele funcionar porque eu quero realmente ver o resultado", contou.

"Mas eu tenho que gostar de português também porque minha mãe é professora de português", disse em tom de brincadeira.

Em 2018, durante o segundo ano de graduação, Azolin se aproximou da linguagem de programação Swift ao ser aprovada para o Apple Developer Academy, um programa da empresa voltado a desenvolvedores. Ela deixou o trabalho como estagiária para poder se dedicar ao treinamento.

No Brasil, o programa da Apple está presente em oito estados e funciona em parceria com instituições de ensino superior. Cinco patentes já foram feitas a partir de projetos iniciados dentro do Academy. Na edição deste ano, o Brasil foi o país com maior número de inscritos na competição, informou a empresa.

Foi ao longo do treinamento que Azolin conheceu o Swift Student Challenge, competição anual de programação de aplicativos voltada para estudantes com idades a partir de 13 anos (dependendo da região, a idade mínima é de 16 anos). Tentou no ano passado, mas não foi aprovada. Neste ano, parece que o jogo virou, não é mesmo?

App vencedor

Com base em suas experiências pessoais, a estudante teve a ideia de criar o DressApp: your looks, um aplicativo em que o usuário consegue cadastrar suas roupas e otimiza a escolha na hora de sair. A essência do projeto foi desenvolver um ambiente simples, funcional e que suprisse as necessidades dela e dos amigos— que aprovaram a ideia.

O DressApp começou a ser idealizado no começo deste ano. Mas, o quase cancelamento da WWDC fez com que a jovem deixasse o projeto de lado. A Apple decidiu então realizar o evento online e a estudante correu contra o tempo. Por dez dias, passou horas e mais horas focadas exclusivamente no projeto.

Além do aplicativo vencedor, a jovem já programou e disponibilizou na App Store o jogo Bunny Jumpy, o app de mímica GuessWhat e o Search Algorithms, voltado para desenvolvedores.