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Alô, vizinhança: indícios apontam que Via Láctea tem 36 raças de aliens

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

16/06/2020 18h14Atualizada em 23/06/2020 09h46

Será que estamos sozinhos no universo? Enquanto seguimos sem uma resposta concreta, um estudo assinado por dois professores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, não apenas sugere que, sim, há vida inteligente no universo, mas também que podemos ter vizinhos mais próximos do que imaginamos.

Segundo o material assinado por Christopher Conselice, professor de astrofísica, e Tom Westby, professor assistente, só na Via Láctea seriam 36 civilizações ativas, inteligentes e capazes de se comunicar.

Para chegar a esse número, a equipe desenvolveu um método chamado Limite Astrobiológico Copernicano, que leva em conta o histórico de formação de estrelas, o nível de distribuição de metais nas estrelas desses sistemas —o nosso Sol, por exemplo, é relativamente rico em metais— e a presença de planetas com condições similares às da Terra.

Mas isso não basta. "A ideia é prestar atenção na evolução, mas em uma escala cósmica", diz Conselice. Para isso, o estudo assume que seja necessário um período de pelo menos 5 bilhões de anos para que surja vida inteligente nos planetas. Isso, claro, leva em conta o processo ocorrido na Terra.

Tentativas de estimar a existência de outras civilizações no universo não são novidade, mas a diferença aqui é que, em vez de estimativas e opiniões, o método usa dados concretos.

Caso você tenha se empolgado para fazer amigos aliens, é preciso lembrar que estamos falando de vizinhos na Via Láctea, que tem pouco mais de 100 mil anos-luz de diâmetro. De acordo com esse estudo, a distância média dessas possíveis civilizações em relação à Terra é de cerca de 17 mil anos-luz.

Ou seja, a não ser que essas civilizações tenham encontrado formas de viajar em velocidades superiores à da luz, é bem improvável que elas desembarquem por aqui um dia.

Já o outro balde de água fria diz respeito ao fato de que, por mais que exista vida inteligente "lá fora", são grandes as chances de que essas civilizações não estejam no mesmo estágio de existência que a nossa. Boa parte delas podem, inclusive, já ter desaparecido —e outras podem surgir quando nós, aqui da Terra, já tivermos ido dessa para uma melhor.

Mas, segundo os autores do estudo, isso não é o mais importante. Afinal, se concluirmos que a existência de vida inteligente em nossa galáxia é algo comum, isso serviria como uma boa perspectiva para os humanos. É algo que mostraria que nossa civilização poderia existir por mais do que poucas centenas de anos.

Já descobrir o contrário, que não há civilizações ativas, poderia significar que nosso futuro não é dos mais brilhantes. De qualquer forma, Conselice ressalta que a procura por sinais, por si só, já é algo importante.

"Mesmo que a gente não encontre nada, ao procurarmos por vida inteligente extraterrestre nós estamos descobrindo nosso próprio futuro, nosso destino", conclui.