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Coronavírus: como lidar com sensor de biometria, telas e botões públicos?

Sensores, botões e tela estão cada vez mais presentes na nossa vida; o que fazer? - Getty Images
Sensores, botões e tela estão cada vez mais presentes na nossa vida; o que fazer? Imagem: Getty Images

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

19/03/2020 04h00

Manter as mãos limpas é a principal orientação de especialistas na tentativa de diminuir o ritmo de contágio do novo coronavírus. O que fazer então quando, para ações simples como entrar em casa, temos que colocar a mão em um local onde centenas de pessoas fazem o mesmo? Esse é o caso da estudante Bruna Freitas, que todos os dias precisa autenticar suas digitais se quiser entrar em casa.

"Como sou da área de saúde, tenho o costume de sempre passar álcool gel nas mãos após usar esse sistema, mas, com certeza, outros moradores podem ter problemas com isso. A maioria nem imagina que a biometria oferece risco de contaminação", diz. Para piorar, não há meios de acessar o prédio sem usar o sistema. "Uma opção seria ir pela garagem, mas ainda assim há leitor de biometria para entrar no elevador", explica.

Mais do que uma forma de entrar em casa, a biometria tem sido cada vez mais comum na vida dos brasileiros. Hoje, é encontrada em bancos, prédios e aeroportos. Mas, para Jorge Sampaio, médico consultor de microbiologia do Fleury Medicina e Saúde, ela é apenas parte de um problema maior que envolve toda interação das nossas mãos com objetos de uso público. Isso quer dizer máquinas de cartões, totens de atendimento com telas sensíveis ao toque, teclados usados para digitar senhas e por aí vai.

"Se você precisar usar um aparelho do tipo, passe álcool gel logo após o uso. Isso, claro, se você não tiver onde lavar as mãos logo em seguida. Não dá para partir do pressuposto que o local estará desinfetado, e higienizar as mãos antes de encostar em outro lugar é a coisa mais sensata a se fazer", explica.

Outra vantagem de desinfetar as mãos logo após o uso desses sistemas está na praticidade. "Do contrário você vai encostar no volante do carro, na chave de casa e aí vai ter que ficar passando álcool gel em tudo. Melhor já garantir que a sua mão esteja limpa e evitar a chance de carregar o vírus para outros objetos", diz ele.

Além de higienizar as mãos com água e sabão e passar álcool gel, evite tocar no nariz e na boca.

Não há problemas, portanto, usarmos esses sistemas normalmente, desde que a higiene das mãos seja feita em seguida.

Já a limpeza dessas superfícies deve ser feita com álcool gel ou álcool com concentração acima de 70% —é a mesma orientação dada para aparelhos como o celular.

Só fique atento: o álcool gel, apesar de desinfetar mãos e objetos, não é um produto de limpeza que possa ser usado para a remoção de sujeiras. Neste caso, o melhor a se fazer é usar um pano úmido (não encharcado) com água e sabão, secar o objeto com um pano seco e terminar o processo de limpeza usando um pano com álcool gel ou álcool com concentração mínima de 70%.

Ok, mas isso está sendo feito?

Tilt entrou em contato com associações, órgãos públicos e aeroportos para saber se há alguma medida de segurança sendo tomada em estabelecimentos como bancos e aeroportos.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que foram criados novos protocolos de limpezas para as agências bancárias e reforçou a opção de uso de serviços bancários à distância. "As equipes encarregadas da tarefa foram orientadas a intensificar a higienização, especialmente dos locais com maior contato das pessoas, como maçanetas, balcões, botões de elevadores e superfície dos caixas eletrônicos", diz a nota.

Os clientes têm à sua disposição internet banking e aplicativos bancários, que permitem realizar quase todas as operações bancárias à distância, além de centrais de atendimento telefônico para saldos, extratos, pagamentos, resgates, transferências e demais transações.

Em relação a condomínios, o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) e vice-presidente da administradora predial Grupo Graiche, José Roberto Graiche Junior, disse que há um processo de conscientização.

"O que se recomenda é a exaustiva e caprichada limpeza com álcool gel dos sistemas de biometria de condomínios e também deixar um frasco do produto próximo desses leitores. Outra recomendação é que esses sistemas não sejam desligados, uma vez que significaria uma falha de segurança em um momento no qual o efetivo de funcionários de segurança dos condomínios tende a estar reduzido", disse.

A administração do Poupatempo, central de serviços do Estado de São Paulo, também reforçou que há um esquema especial de higienização dos postos de atendimento, incluindo a "disponibilização de álcool gel em todos os postos, tanto para os funcionários quanto para a população".

Vale lembrar que mais de 40 serviços do Poupatempo podem ser resolvidos online, pelo computador de casa, no endereço www.poupatempo.sp.gov.br.

Por fim, a GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, o mais movimentado do país, afirma que segue todas as recomendações do Ministério da Saúde e que, além de alertas sonoros em três idiomas, também reforçou seus protocolos de higiene.

"A concessionária aumentou a frequência de limpeza nas áreas comuns do aeroporto, com reforço no abastecimento de papel higiênico e papel toalha, sabonete, álcool gel e a disponibilização de lixeiras dedicadas ao descarte de materiais infectantes, como máscara e luvas", diz nota enviada a Tilt.

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