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Capucci, Ewbank, Xuxa e mais: entenda golpe no WhatsApp que atinge famosos

Jornalista Renata Capucci foi mais uma vítima de golpe que fica cada vez mais comum -
Jornalista Renata Capucci foi mais uma vítima de golpe que fica cada vez mais comum

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

27/12/2019 12h46

A jornalista Renata Capucci foi a vítima mais recente de uma tentativa de golpe que envolve o roubo do WhatsApp para a prática de extorsões. Mas, infelizmente, ela não é a única. Uma série de famosos como Xuxa, Preta Gil, Giovanna Ewbank, Hugo Gloss e Celso Portiolli também já se depararam com o problema.

E como o golpe funciona? Basicamente, criminosos usam os nomes das personalidades para induzir as vítimas a compartilhar o código de ativação do WhatsApp com eles (sem saberem que se trata desse número de segurança).

Em posse dele, o perfil no WhatsApp do alvo é sequestrado (deixa de funcionar no celular da pessoa) e os criminosos passam a ter acesso a todos os respectivos contatos. Em geral, mensagens com pedidos de dinheiros para amigos e familiares se fazendo passar pelos donos das contas são enviadas.

No caso de Capucci (e de mais alguns famosos), pessoas receberam ligações com um convite para uma festa dela no hotel Copacabana Palace. Neste momento, os golpistas tentaram induzi-las a fornecer um código, que nada mais é do que o de ativação do WhatsApp.

"Não digite nada, porque não tem festa alguma: é golpe para clonar o seu WhatsApp", alertou a jornalista em uma de suas redes sociais. Os casos de Giovanna Ewbank, Preta Gil, Hugo Gloss e Celso Portiolli foram parecidos com o de Capucci.

Já, a apresentadora Xuxa recebeu mensagens estranhas vindas de seu figurinista, que teve o celular clonado. Uma transferência de R$ 1.800 foi solicitada para ela. Por sorte, ela não caiu no golpe.

Estratégia não afeta só os famosos

Apesar de o golpe ter ganhado visibilidade por envolver o nome de personalidades conhecidas no Brasil, a prática já afetou uma série de usuários brasileiros.

Em outubro deste ano, Tilt contou a história de Marco Lopes e Hugo Matta. Ambos decidiram vender coisas em plataformas de comércio online. Tempos depois, receberam mensagens e ligações de falsos funcionários desses sites em uma tentativa de sequestrar suas contas no WhatsApp.

Como se proteger?

Sendo famoso ou não, a primeira recomendação de especialistas é: fique em alerta com pedidos de compartilhamento de códigos online. Na dúvida, não forneça nada. Caso seja vítima do golpe, o ideal é que um registro de ocorrência seja feito para que a polícia possa investigar os criminosos.

Desconfie se:

  • Receber ligações e mensagens de pessoas em nome de pessoas famosas, sites de comércio online, de bancos, entre outros;
  • Fique ainda mais em alerta se neste contato for pedido para você instalar algum programa em seu aparelho, exigirem pagamento e/ou informações pessoais (senhas, documentos pessoais);
  • O uso de gírias, frases informais demais e erros de ortografia, no caso de mensagens de textos, também indicam que algo está errado;
  • Para aumentar a proteção, ative a verificação em duas etapas do WhatsApp (aprenda a configurar aqui). Ela funciona como uma camada a mais de segurança. Mesmo que uma pessoa obtenha o código de verificação, ela vai precisar inserir também uma senha de seis dígitos criado por você. Ou seja, só sabendo essa informação para conseguir roubar o seu perfil.

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