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Brasil é o segundo país no mundo com maior número de crimes cibernéticos

Pesquisa indica que Brasil pulou de quarto para segundo país mais afetado por golpes e crimes online - Reprodução
Pesquisa indica que Brasil pulou de quarto para segundo país mais afetado por golpes e crimes online Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

15/02/2018 15h20

De acordo com um relatório da Norton Cyber Security, em 2017 o Brasil passou a ser o segundo país com maior número de casos de crimes cibernéticos, afetando cerca de 62 milhões de pessoas e causando um prejuízo de US$ 22 bilhões.

No ano anterior, o Brasil era o quarto colocado na lista, mas agora fica atrás apenas da China, que em 2017 teve um prejuízo de US$ 66,3 bilhões.

Um dos principais fatores deste aumento de crimes está na popularidade de smartphones, que agora chegam a 236 milhões de aparelhos no Brasil, ou 113,52 para cada 100 habitantes.

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"Esse aumento também impacta no crescimento de cibercrimes, já que muitos acreditam que estejam mais seguros utilizando aparelhos móveis", explica o professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas em todo o Brasil, Andre Miceli. "O paradoxo segurança x liberdade, que sempre existiu no meio físico, existe no digital também. Quanto mais livres estivermos, menos seguros estaremos."

No último ano, o número de golpes e crimes aplicados via serviços como o WhatsApp aumentaram significativamente, tornando-se a principal ferramenta para hackers no país. Por isso, Miceli reforça vigilância constante por parte de usuários.

"A melhor maneira é se precaver para navegar de uma forma mais segura na web. Evitar o uso de redes públicas, modificar sua senha constantemente, não usar a mesma senha em todos os sites, não instalar nenhum software sem ter certeza da procedência e não abrir e-mails de desconhecidos."

"Essas práticas irão resolver 80% dos casos."

Para o professor, tomar medidas preventivas para proteger seus dados e não sofrer com golpes ou outros crimes cibernéticos é essencial, já que o número de ferramentas digitais só deve crescer no futuro.

"Nos próximos anos, veremos ataques a carros, drones, roupas, cardioversores, bombas de insulina e outros gadgets que irão fazer parte de nossas vidas. Por isso é tão importante falar sobre esse assunto.", declarou.

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