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Moto E cobra R$ 529 para trazer usuários novatos para mundo dos smartphones

Smartphone Moto E, da Motorola, custa a partir de R$ 529; aparelho tem TV digital e rádio FM embutidos - Divulgação
Smartphone Moto E, da Motorola, custa a partir de R$ 529; aparelho tem TV digital e rádio FM embutidos Imagem: Divulgação

Guilherme Tagiaroli

Do UOL, em São Paulo

27/05/2014 06h01Atualizada em 27/05/2014 11h06

O Moto E nasceu para ser o “smartphone do povo”. Com especificações de hardware honestas, o aparelho da Motorola tem a proposta de melhorar a experiência de celulares inteligentes de entrada – uma missão na qual a fabricante já vem obtendo êxito com seu popular Moto G. O Moto E tem alguns problemas, mas para um smartphone que custa a partir de R$ 529, ele se sai bem na missão (com suporte a dois chips e TV Digital, a versão testada pela reportagem custa R$ 599).

Design

O design do Moto E é um dos chamarizes. Mesmo sendo um dispositivo considerado barato, ele tem uma boa pegada, proporcionada pela capa emborrachada traseira e um acabamento sóbrio.

Por padrão, ele vem com uma capa preta. No entanto, é possível comprar Motorola Shells (como são chamados os acessórios coloridos) separadamente. Quem comprar a versão dual-chip com TV (como a testada pela redação) ganha duas capas.

Moto E

  • Tela

    4,3 polegadas (960 x 540 pixels)

  • Câmera

    5 megapixels (traseira). Não tem câmera frontal

  • Armazenamento

    4 GB (expansível com cartão para até 32 GB)

  • Processador

    Dual-core (dois núcleos) de 1,2 GHz

  • Memória RAM

    1 GB

  • Sistema operacional

    Android 4.4.2 (KitKat)

  • Conexões

    3G, Wi-Fi e Bluetooth

  • Bateria

    1.980 mAH (marca diz que bateria dura um dia)

  • Dimensões

    124,8 x 64,8 x 12,3 mm

  • Preço sugerido

    R$ 529 (um chip) e R$ 599 (TV e dois chips)

  • Pontos positivos

    Tem versão com TV digital, tela grande e roda bem aplicativos populares

  • Pontos negativos

    Câmera fraca e pouca capacidade de armazenamento

Os fatores físicos e estéticos que incomodam no Moto E são uma barra metálica na parte frontal (que indica o alto-falante) e a espessura (com 1,23 cm, é um pouco “gordinho”). Porém, nada muito grave.

A tela de 4,3 polegadas tem uma qualidade aceitável. O tamanho é bom, mas a sensibilidade do display não é das melhores. Isso pode ser comprovado ao jogar algum game que exija precisão no toque ou arrastando rapidamente o dedo sobre a tela. Em ambos os casos, ela dá uma leve engasgada.

Recursos e aplicativos

Equipado com o sistema operacional Android 4.4 (KitKat), o aparelho executa sem nenhum problema os aplicativos mais baixados no Google Play, como WhatsApp, Facebook, “Candy Crush” e Instagram. Durante os testes, não houve surpresas comuns em smartphones baratos Android, como travamento ou fechamento repentino das aplicações.

A TV Digital do aparelho não exibe imagens em alta definição, mas é possível ver tranquilamente programas da TV aberta, consultar a grade da emissora (quando elas fornecem esse tipo de informação) e gravar a programação (dez minutos do filme “Mudança de Hábito 2”, exibido na “Sessão da Tarde”, consumiram 24 MB de memória interna). 

Interface de TV digital do smartphone Moto E mostra detalhes da programação - Reprodução - Reprodução
Interface de TV digital do smartphone Moto E mostra detalhes da programação
Imagem: Reprodução

Se a intenção for armazenar muito conteúdo, o usuário deve ficar atento: a capacidade do aparelho é bem pequena (apenas 4 GB). Uma solução para o problema pode ser a compra de um cartão de memória de até 32 GB. 

Câmera ruim

Usuários que gostam muito de tirar foto podem se decepcionar com o Moto E, pois esse é seu principal calcanhar de Aquiles. Equipado apenas com uma câmera traseira com sensor de 5 megapixels, o smartphone só tira fotos boas em ambientes ideais: a pessoa deve segurar bem firme o aparelho e captar cenas em locais claros. 

Caso não haja firmeza na hora do clique, há grandes chances de a imagem sair desfocada.

O que ajuda a deixar as fotos menos piores é o editor de imagem presente no próprio sistema operacional. Com ele, é possível aplicar filtros parecidos com os do Instagram, que em alguns casos, literalmente, salvam as imagens.

Vale a pena?

Para quem nunca teve um smartphone, o Moto E é uma ótima solução, pois cumpre bem a tarefa de ser um celular inteligente de entrada e que fornece uma boa experiência com aplicativos famosos. Soma-se a isso o fato de ele ter TV digital (segundo as marcas, os brasileiros adoram o recurso) e uma tela grande sensível ao toque.

Os que já têm uma experiência com smartphone, no entanto, podem ficar decepcionados com o pouco armazenamento, o sensor ruim da câmera e os engasgos na tela. 

Outro fator que o interessado em comprar o aparelho deve levar em conta é o preço do Moto E comparado ao do Moto G (o antigo smartphone mais barato da marca). A versão mais cara do Moto E custa R$ 599, enquanto o Moto G mais barato custa R$ 649.

O Moto E tem como vantagem a TV digital, suporte a dois chips e a cartão de memória. A versão mais barata do Moto G oferece espaço de armazenamento limitado (8 GB) e não tem TV digital, mas seu processador é melhor, e a tela (de 4,5”) também tem qualidade superior. Em outras palavras, o Moto G é mais potente, mas o Moto E pode levar vantagem entre aqueles que querem assistir à TV em qualquer lugar.