PUBLICIDADE
Topo

Troll, meme e cookies: veja a origem dos termos que você vê na internet

Fabio Andrighetto

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/02/2016 06h00

A invasão digital fica evidente quando palavras e expressões usadas na internet aparecem repetidas vezes em conversas cotidianas. Apesar de comuns, nem sempre o significado e a origem dos termos é clara ou conhecida. Muitos deles guardam histórias curiosas, algumas mais antigas que os computadores.
 

  • Arte UOL

    Haters gonna hate

    Com origem na língua inglesa, o hater (que tem ódio, em português) é frequente na rede mundial. Deste texto que você está lendo até um filhote de panda,Haters gonna hate Com origem na língua inglesa, o hater (que tem ódio, em português) é frequente na rede mundial. Deste texto que você está lendo até um filhote de panda, nada é bom, bonito, justo ou fofo demais para escapar da crítica furiosa desse usuário. Tudo está sujeito a ser alvo da aversão e do repúdio, como se isso fosse parte da própria natureza daqueles que odeiam, daí a expressão "haters gonna hate". Se você já parou para ler comentários em sites de qualquer natureza ou brigas nas redes sociais, deve ter se deparado com uma dessas pessoas. nada é bom, bonito, justo ou fofo demais para escapar da crítica furiosa desse usuário. Tudo está sujeito a ser alvo da aversão e do repúdio, como se isso fosse parte da própria natureza daqueles que odeiam, daí a expressão "haters gonna hate". Se você já parou para ler comentários em sites de qualquer natureza ou brigas nas redes sociais, deve ter se deparado com uma dessas pessoas.

  • Getty Images

    Bug

    A origem mais famosa do bug (inseto, em inglês) remonta aos computadores da década de 1940. Reza a lenda que uma mariposa foi atraída para dentro do computador Harvard Mark 2º, provocando o seu mau funcionamento. Foi o primeiro caso registrado de bug na história da computação. Hoje, o bug é usado para designar qualquer defeito em um programa. O seu verbo, bugar, é usado para se referir a algo que parou de funcionar sem explicação óbvia.

  • Reprodução/Knwoyourmeme

    Meme

    O biólogo inglês Richard Dawkins não imaginava que um de seus conceitos ganharia popularidade décadas depois da publicação de "O Gene Egoísta" (1976). No livro, Dawkins nomeou de meme (do grego mimeme) a imitação cultural transmitida, tal qual o gene para os seres vivos. Hoje, a palavra do cientista é usada para denominar imagens que são transmitidas e retransmitidas à exaustão pela internet. O mesmo meme continua se espalhando até surgir um novo dominante ou ser repaginado em novos contextos.

  • Reprodução

    Troll

    O monstro do folclore nórdico está cada vez mais ativo, e se multiplicando, no século 21. De pequenas criaturas a gigantes da floresta, eles eram conhecidos pela brutalidade e pouca inteligência. O troll de internet se diverte causando confusão em debates e pregando peças em indivíduos e grandes corporações.

  • Getty Images

    Spam

    O spam (spiced ham) é um presunto condimentado e enlatado consumido principalmente por norte-americanos e ingleses ao longo do século 20. O nome desse embutido se transformou no que entendemos hoje por envio de mensagens em massa e sem critério. A origem mais aceita é a esquete do grupo inglês Monty Python, no qual fregueses de um restaurante se deparam com um cardápio repleto de spams. Há uma repetição irritante da palavra spam. Por chegar com muita frequência nas caixas de e-mail, passou-se a chamar de spam essas mensagens em massa.

  • James Blinn/Shutterstock

    NSFW: cuidado com o chefe

    NSFW (Not Safe For Work) é algo inadequado para o ambiente de trabalho. A sigla serve para indicar que o conteúdo traz algo comprometedor, normalmente pornográfico. Como muita gente acessa sites com teor extraprofissional no período de trabalho, a sigla poderia ser expandida para diversas circunstâncias.

  • Montagem BOL/Reprodução/etsy/planetchristmas

    Cookies

    Também com origem culinária, os cookies deixaram de ser apenas biscoitos para se tornarem pequenos arquivos armazenados pelo navegador de internet. Esses arquivos servem para que um site reconheça determinado usuário quando ele retorna a uma página. São gravadas senhas, compras e links clicados, por exemplo.

  • ThinkStock

    Pop-up

    Criado nos anos de 1990 pelo norte-americano Ethan Zuckerman, o pop-up é aquela janelina que "pula" do seu navegador -por isso o nome. A invenção surgiu quando Zuckerman trabalhava para o site Tripod.com. Na época, o mercado penava para descobrir como tornar internet um modelo de negócio rentável. O criador se desculpou publicamente pelo pop-up em 2014, mas a criatura continua por aí.

  • Reprodução

    Deletar

    Excluir, suprimir, remover. O aportuguesamento do verbo inglês "to delete" vem da convivência com a tecla de mesmo nome dos desktops e que prosseguiu em outros dispositivos. A palavra para designar o ato de apagar alguma informação ou arquivo do computador é tão popular no Brasil que deixa os defensores da língua de cabelos em pé com o anglicismo.

  • Cynthia Goldsmith/Centers for Disease Control and Prevention via AP

    Viral

    Os virais são conteúdos divulgados por um grande número de pessoas em sites, blogs e redes sociais que ganham notoriedade e repercussão. Não por menos, o termo nasceu da palavra vírus. Eles realmente são capazes de infectar toda a rede em questão de dias ou horas. Alguns deles são propositais, como em campanhas publicitárias. Na maior parte das vezes, porém, ainda é espontâneo. É difícil não ser contaminado por eles.

  • Reprodução

    Embedar

    Do inglês ?embed? (embutir, enterrar, encaixar, fixar), embedar significa o ato de inserir um vídeo, áudio ou outro formato de conteúdo em uma página. Inserir um vídeo do YouTube em sua página pessoal, por exemplo.