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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Se você quer mesmo se dar bem, vale tentar a versão paga do Bumble

Felipe Germano / Canva
Imagem: Felipe Germano / Canva
Felipe Germano

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre comportamento humano, saúde, tecnologia e cultura pop. Para encontrar as boas histórias, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Já trabalhou nas redações da Jovem Pan, do site Elástica, na revista Época e na revista Superinteressante.

19/03/2021 04h00

Tim Maia não estava preparado para nossos tempos. O carioca cantava a plenos pulmões que não queria dinheiro, só queria amar. Mal imaginava que em 2021 talvez você precise de um para ter uma forcinha extra no outro. O Bumble, aplicativo de pegação, está aí para provar.

A palavrinha chave aqui para você entender tudo é: "Premium". Há tempos, o termo em inglês dá calafrios em qualquer poupador. Ele significa que, para ter uma experiência 100% naquele serviço, você terá que desembolsar uma graninha.

No Spotify você não precisa mais ouvir anúncios. Na VSCO, quem paga ganha mais ferramentas para editar fotos. Na Rappi, garante frete grátis. E, agora, o app de relacionamento Bumble entrou na onda: quer melhorar sua vida amorosa? Então separe o cartão.

A iniciativa está longe de ser inédita. O Tinder, por exemplo, tem planos pagos desde 2015. Mas o Bumble tem uma carta na manga: a alta aceitação feminina. No app, quem manda são as meninas. Depois do match, só elas podem iniciar uma conversa.

Se 24 horas depois do match elas não começam o papo, a conversa "expira", e o match é desfeito. Na prática, poupa a DM depois daquela madrugada de carência onde você deslizou todo mundo para a direita —e, de quebra, deixa o ambiente filtrado para um punhado de carinhas tortos.

O próprio Bumble já tinha um plano também chamado "Boost", iniciado em 2016. A ferramenta , no entanto, está sendo repaginada: recebeu mais funções e ganhou uma irmã mais rica: o Bumble Premium.

Então, se você está cogitando embolsar seu suado dinheirinho no app, é importante sacar as diferenças.

Bumble Boost e Bumble Premium: o que fazem versões pagas do app de namoro?  - Julia Viniczay / Unsplash - Julia Viniczay / Unsplash
Imagem: Julia Viniczay / Unsplash

Começando pelo Bumble Boost

Os antigos assinantes do plano tinham as seguintes regalias:

  • Ver todos que votaram "sim" para o seu perfil (sua Lista de Curtidas)
  • Estender seus matches por mais 24 horas
  • Fazer o Rematch com conexões que expiraram

Quem decidir assinar a nova versão ganhará de lambuja mais cinco ferramentas:

  • Voltar
  • Possibilidade de estender o tempo dos matches
  • Votos ilimitados
  • Um Spotlight (ferramenta que dá destaque para seu perfil por 30 minutos)
  • 5 SuperSwipes por semana (função que mostra ao outro usuário que você está dando match nele, uma chegada mais incisiva).

E o Bumble Premium?

O Bumble Premium acrescenta mais alguns itens nessa lista. Além de tudo que o Boost faz, ele também permite:

  • Acesso ilimitado aos filtros avançados (nas outras versões você pode adicionar só um filtro. Eles ajudam a dar mais especificidade à sua busca, permitindo que você só encontre, por exemplo, pessoas de esquerda ou do signo de touro. Com o Premium, dá para achar os taurinos esquerdistas de uma vez).
  • - Modo Viagem (que permite flertar com pessoas fora da sua região ou até país)

Ok, mas por quanto sai essa brincadeira? Depende do que você quer —e por quanto tempo.

Se você optar por uma semaninha de Boost tem que pagar R$ 20,90 (menos da metade dos R$ 42,90 que custam o mesmo período do Premium).

  • Um mês de Boost sai por R$ 42,90
  • Três meses - R$ 99,90 e
  • Seis meses - R$ 179,90.

No Premium há opções mensais (R$ 84,90), trimestrais (R$ 199,90) e vitalícia (R$ 599,90).

Vale investir? Aí é contigo. Há quem diga que é um dinheiro bem gasto, outros vão te apontar o desperdício de grana. Sou da opinião de que, se o dinheiro é seu, o importante é ficar (bem) à vontade para fazer o que quiser. Nisso, Tim acertou em cheio.