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Opinião: Quanto menor for a Globo, melhor para a TV aberta

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/09/2020 14h04

No programa do UOL no YouTube desta semana, o signatário desta coluna fala sobre o "encolhimento" da TV Globo no país.

A emissora continua sendo a maior do país, a que tem o maior faturamento, a maior audiência e, principalmente, a maior produção de conteúdo audiovisual.

No entanto, nos últimos anos e meses, na TV aberta, a Globo tem diminuído de tamanho sobremaneira.

Neste século ela já perdeu ao menos um em cada 3 telespectadores

Também perdeu de 20% a 25% de seu faturamento bruto.

E por que isso é bom? Bem, Claro, não é bom para a Globo como empresa.

Por outro lado isso aumenta a competitividade de outras emissoras, que podem finalmente respirar após décadas de monopólio da líder em quase tudo: esportes, jornalismo, dramaturgia etc.

É positivo também para o mercado publicitário, embora muita gente desse meio ache que não. O anunciante ganha um leque mais amplo da sociedade.

Mas, quem ganha realmente são os telespectadores das classes mais desfavorecidas: aqueles que não têm TV paga, não têm streaming e só encontram diversão para suas vidas dedicadas e sofridas na TV aberta.

Entendam: eles são certamente a maioria da população. Não vivem na bolha das redes sociais.

Lembrando que estamos falando apenas de TV aberta —e a Globo ainda tem mais ibope que todas as concorrentes somadas.

Nem citamos TV paga e streaming, porque aí a Globo está séculos à frente das demais.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL