Conteúdo publicado há 1 mês

Samara Felippo pede expulsão de alunas após racismo contra a filha: 'Dor'

Samara Felippo cobra a expulsão de agressoras após filha ser vítima de racismo no colégio.

O que aconteceu

Em participação no "Fantástico", da Globo, Samara contou mais detalhes sobre o racismo sofrido pela filha mais velha. "Quando a gente chegou em casa, eu vi a Alicia debruçada na mesa. Ela chorava compulsivamente porque estragaram o trabalho dela. É impossível pra uma mãe não sentir raiva nesse momento. Eu não quero ver minha filha chorando, nenhuma mãe quer. Arrancaram todas as páginas de um trabalho que ela fez com muito capricho. Dentro do caderno, tinha uma frase de cunho racista gravíssima.

O episódio ocorreu na escola em que Alicia estuda, Vera Cruz, em São Paulo. O local tem um projeto de educação antirracista. "Não estou aqui para apredejar a escola. Ela cedeu o acolhimento, a primeira ação que eles fizeram foi importante para acharmos os responsáveis. Mas ainda é um projeto antirracista falho", lamenta.

O coordenador de ensino da escola, Daniel Helene, assegura que a instituição está tratando o caso como racismo. "Fomos imediatamente à todas as salas do nono ano, onde a fala sobre o ocorrido envolvia reconhecer aquilo como uma atitude racista grave. As agressoras ficarão suspensas por tempo indeterminado para que a escola pudesse amadurecer o que aconteceu e como vai prosseguir. Se a gente visse que as meninas foram reincidentes, a gente podia avaliar uma expulsão, mas não são. Viver em uma escola antirracista é pensar: o que vamos fazer a partir disso?", disse ele.

Samara admite que gostaria que as alunas responsáveis pelo ato racista fossem expulsas do colégio. "Eu gostaria que minha filha não convivesse mais com as agressoras. Quando essas meninas voltarem ao ambiente escolar - se voltarem -, a minha filha vai revisitar essa dor. Não quero mal, não estou odiando ninguém", desabafa.

Samara também reflete sobre seu papel como mulher branca, mãe de uma jovem negra. "Estar aqui é um pouco do que eu posso fazer. Eu, como mãe branca, estou engajada nesse letramento. É assim que vou ajudar a minha filha. Eu quero muito trazer pro centro desse debate as mães pretas. Todos os dias, essas mães precisam revisitar dores que elas viveram, cosias que eu não passei e nunca vou passar, mas vivo com a minha filha", reflete.

Ela está refazendo todo o trabalho. Está em pleno processo de formação ainda, no auge de seus 14 anos. Alicia é muito tímida, muito na dela, muito amorosa, muito sensível. É muito lindo de ver ela conseguindo falar tudo o que ela precisa. Blindar ela disso, realmente, não dá, mas estou fazendo ela tomar consciência do poder que ela tem e que ela pode ocupar os espaços que ela quiser.

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