Conteúdo publicado há 26 dias

Rapper iraniano é condenado à forca após protesto contra morte de jovem

O rapper iraniano Toomaj Salehi, 33, foi condenado à forca após apoiar os protestos contra a morte de Mahsa Amini, que morreu aos 22 anos depois de ser presa ao usar um hijab considerado "impróprio".

O que aconteceu

Toomaj será enforcado por acusações de agitação nacional contra o governo, de acordo com o advogado de Salehi, que informou ao jornal iraniano Sharq, nesta quarta-feira (24).

O músico declarou apoio às manifestações "Mulheres, Vida e Liberdade" e foi preso em outubro de 2022. Além de ser uma voz nos protestos, chegando a divulgar fotos nas redes sociais das suas participações, Toomaj lançou músicas criticando o regime iraniano e exigindo liberdade e direito às mulheres.

No ano passado, ele foi condenado a seis anos e três meses de prisão por "corrupção na Terra", mas se livrou da pena de morte. Isso aconteceu após uma decisão do Supremo Tribunal, que encontrou "falhas na sentença original" e passou o caso para um tribunal de primeira instância, que investigasse novamente.

A primeira secção do Tribunal Revolucionário de Isfahan decidiu de forma contrária ao que havia sido julgado pelo Supremo Tribunal. Eles acusaram o rapper de "assistência em sedição, reunião e conluio, propaganda contra o sistema e apelo a motins". O judiciário iraniano ainda não confirmou a sentença e o rapper tem 20 dias para recorrer da decisão.

Não é a primeira prisão do rapper. O cantor, que alegou tortura na cadeia, já havia sido preso em setembro de 2021. Ele foi levado pelos agentes após divulgar canções sobre corrupção, pobreza, execuções e violência contra manifestantes.

Nas redes sociais antes de sua prisão, o rapper chegou a fazer um desabafo. "Vocês deveriam saber que não tenho medo da morte, da prisão e da tortura. Temo em ver mulheres venderem seus corpos por necessidade e serem obrigadas a calar a boca. Tenho medo de ver as pessoas se curvarem e permanecerem em silêncio... Há um mar de sangue entre você e eu".

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