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Gérard Depardieu recebe nova acusação de agressão sexual

Gérard Depardieu, 75, recebeu uma nova acusação de agressão sexual. O ator e cineasta francês já sendo investigado por um suposto estupro.

O que aconteceu

Uma cenógrafa apresentou uma denúncia contra o ator por assédio sexual e agressão durante as filmagens de "As Persianas Verdes", que teria ocorrido em 2021, de acordo com informações do jornal The Guardian. As alegações são agressão sexual, insulto sexista e assédio.

Carine Durrieu Diebolt, advogada de Amélie, 53, apresentou a queixa legal junto ao Ministério Público francês. A cenógrafa afirma que o ator fez uma série de comentários ofensivos em 10 de setembro de 2021.

Segundo ela, enquanto o ator estava sentado em um corredor, ele a agarrou brutalmente. Na ocasião, o ator a prendeu entre as coxas com "força fenomenal" e " amassou a cintura e a barriga até os seios". A agressão teria sido interrompida pelo guarda-costas de Depardieu.

A advogada afirmou que, à época, ela não prestou queixa pois não queria prejudicar o trabalho de seus colegas e o lançamento do filme. Além disso, a gentileza da equipe de filmagem permitiu que ela pensasse que ia ficar bem, mas o trauma persistiu, disse Carine.

Os traumas ganharam força após carta de Depardieu. Amélie disse que tudo ressurgiu em outubro passado, quando Depardieu publicou uma carta aberta dizendo: "Nunca, jamais, abusei de uma mulher". A advogada afirmou que a cenógrafa estava impossibilitada de trabalhar e sofria ataques de ansiedade e estresse pós-traumático.

Outra mulher, chamada Sarah, 33, assistente de direção no mesmo filme, também acusa o ator de ter tocado em seus seios e nádegas.

O ator já é acusado de um caso de estupro. Em dezembro de 2020, ele foi oficialmente colocado sob investigação após a atriz Charlotte Arnould afirmar que o artista a violou em seu apartamento em Paris, na França, em 2018, quando ela tinha 22 anos.

O ator disse que as acusações eram "infundadas" e que qualquer encontro com a atriz foi consensual. Ele tentou anular as acusações, mas um tribunal de Paris em 2023 disse que havia "evidências sérias e confirmadas que justificam que Gérard Depardieu continuasse acusado". O caso está tramitando na Justiça.

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Há ainda uma dúzia de outras mulheres que se apresentaram para acusar o ator de abuso sexual. Por exemplo, em janeiro, um caso movido pela atriz Hélène Darras foi encerrado porque havia passado do prazo de prescrição. Ela alegou que Depardieu havia abusado sexualmente dela durante as filmagens do filme Disco, em 2007.

As acusações contra o ator envolveram protesto e defesa do presidente da França. Em dezembro, 50 artistas fizeram uma carta aberta manifestando que o ator estava sendo linchado e privado do direito de se presumir inocente. Em contrapartida, 600 pessoas assinaram um documento pedindo ajuda e apoio às vítimas. Emmanuel Macron manifestou apoio ao ator em uma entrevista televisiva.

Ele justificou que é um "ator imenso? que deixa a França orgulhosa" e disse que ele deveria se beneficiar da presunção de inocência. O presidente francês ainda disse que Depardieu foi alvo de uma "caçada humana".

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