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CCXP investe em diversidade e promete ser um espaço contra todo preconceito

Bob Esponja em cena sobre "imaginação" e arco-íris
Bob Esponja em cena sobre "imaginação" e arco-íris
reprodução/Nickelodeon

Ana Carolina Silva

De Splash, em São Paulo

04/12/2020 00h00

Assim como as outras edições, a CCXP Worlds não é lugar para preconceito. É o que dizem os principais porta-vozes do evento, que se orgulham dos números de diversidade (com artistas LGBT, por exemplo) e discursam sobre a vontade de deixar o projeto mais acessível para a periferia.

O evento nasceu com um mantra: na CCXP você pode ser quem quiser. É um ambiente sem preconceito, a gente não quer que as pessoas sejam julgadas. É um ambiente de diversão e entrosamento para conhecer pessoas que gostam das mesmas coisas, que compartilham valores similares.

- Pierre Mantovani, CEO

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Os números são exemplo disso.

No Artists' Valley, área da CCXP Worlds que dá espaço para artistas (famosos e independentes) apresentarem seus trabalhos, 4,3% do conteúdo é relacionado à comunidade LGBT, um número quase igual ao nicho mais poderoso da cultura nerd: 5,1% tem a ver com super-heróis.

Queremos cada vez mais artistas trans, mulheres e negros, mas eles precisam se inscrever. É legal ver o percentual aumentando porque tem mais artistas aparecendo, o que é ótimo, e por entenderem que a CCXP é um ambiente favorável que defende, quer e abre espaço.

- Ivan Costa, curador do Valley

ccxp worlds - divulgação/CCXP Worlds - divulgação/CCXP Worlds
Arte representativa do mapa da CCXP Worlds
Imagem: divulgação/CCXP Worlds

E não parece ser da boca para fora. Em 2015, o "Pânico", da Band, foi banido do evento por ter demonstrado "preconceito de gênero".

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Nós já tivemos ações muito concretas contra esse tipo de comportamento, que não é bem-vindo. O 'Pânico' não se comportou adequadamente, rompeu um pacto de convivência e não era algo aceitável. Ano a ano, a quantidade de artistas LGBT, negros e mulheres só tem crescido.

- Ivan

As edições presenciais da CCXP nunca foram exatamente acessíveis para públicos mais pobres.

Afinal, nem todo mundo podia pagar ingresso (e às vezes viagem para São Paulo) para comparecer ao pavilhão; o fato de que o evento será online e gratuito neste ano ajuda bastante a democratizá-lo.

O termo 'democrático' é o mais perfeito. Na divulgação do evento online, o comentário que a gente mais recebeu foi 'finalmente vou poder participar da CCXP'. De pessoas que moram em Palmas, por exemplo. Muita gente não conseguia participar, mesmo morando em São Paulo e ao lado do pavilhão.

- Ivan

ivan ccxp - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Ivan Costa, colecionador de quadrinhos e ex-executivo de Marketing, um dos criadores da CCXP
Imagem: Reprodução/Facebook
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A CCXP presencial é incrível, mas exclui muita gente:

Tem uma questão de conseguir ingresso, ter folga no trabalho ou na escola em uma quinta-feira, ou ter onde deixar os filhos. Não é questão de o evento presencial ser pior, mas ele tem uma série de coisas que precisam ser endereçadas.

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Cosplayers se divertiram na CCXP 2019
Imagem: Mariana Pekin/UOL

Desde a saída de Érico Borgo e Aline Diniz, dois nomes que eram importantes para o Omelete e tinham a cara da CCXP, a empresa se reformulou bastante e abraçou a diversidade. Um exemplo disso é o Load, apresentador negro e periférico que se tornou nerd graças aos gibis que "roubava" da biblioteca.

Érico e Aline são sensacionais, mas o Load também é um menino espetacular. A gente tem um pouquinho de tudo. A cultura pop hoje é a mais mainstream do mundo. Quem não conhece o Batman e o Homem-Aranha? O que faz a CCXP ser a maior do mundo é uma união de muitas tribos diferentes.

- Pierre