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Mauricio Stycer

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Fusão de empresas gigantes é nova etapa da guerra do streaming

 Grupo Warner e Discovery confirmam fusão e criam novo streaming      -  A WarnerMedia e a Discovery confirmam nova fusão para streaming. Imagem: Divulgação
Grupo Warner e Discovery confirmam fusão e criam novo streaming Imagem: A WarnerMedia e a Discovery confirmam nova fusão para streaming. Imagem: Divulgação
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Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

23/05/2021 11h11

O mercado de produção e distribuição de conteúdo audiovisual está vivendo um momento de enorme agitação nos Estados Unidos, país que concentra as principais empresas destes ramos da indústria.

Na segunda-feira (17) foi confirmada a criação de uma nova empresa, ainda sem nome, fruto da fusão da Discovery com a WarnerMedia (HBO, CNN, TNT e muitos outros), que pertence à AT&T.

A fusão, que ainda depende de aprovação das agências reguladoras, colocará esta nova empresa em condições melhores de competição com duas gigantes já bem estabelecidas na guerra do streaming, a Netflix e a Disney +.

No final de 2020, a HBO MAX contava com 61 milhões de assinantes, e a Discovery+, no final de abril, tinha 15 milhões. A Netflix hoje tem 204 milhões, e as plataformas Disney (Disney+, ESPN+, Hulu), 146 milhões.

Um dia depois deste anúncio, tornou-se público que a Amazon está perto de adquirir a MGM, um negócio igualmente destinado a fortalecer a posição da empresa neste mesmo mercado. Segundo o "The New York Times", a aquisição do histórico estúdio Metro Goldwyn Mayer pode ser avaliada em entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

Nesta transação, a Amazon, cuja plataforma Prime Video tem 175 milhões de assinantes em todo mundo, adquiriria o catálogo de 4.000 títulos da MGM.

Há um mês, as duas maiores redes de televisão de língua espanhola, a mexicana Televisa e a americana Univisión, anunciaram uma fusão com mesmo objetivo: conquistar um mercado potencial de 600 milhões de pessoas, permitindo competir com as gigantes já estabelecidas.

No Brasil, por ora, não se vê movimentações semelhantes, mas é de conhecimento geral que o Globoplay busca se estabelecer como o principal fornecedor de conteúdo brasileiro no país.

"Vai ter muita gente se pegando aí. Vai ter Netflix se pegando com Amazon, se pegando com Disney, com HBO. Deixa eles se pegarem e a gente vai se diferenciar no conteúdo brasileiro, que é aquilo em que somos muito bons", disse Erick Bretas, diretor de produtos e serviços digitais da Globo, em setembro de 2020.

No final do ano passado, o Globoplay anunciou uma parceria comercial com a Disney + na oferta de pacotes dos dois serviços. Fala-se também num acordo para gravações da empresa americana nos estúdios da brasileira.

É curioso observar que os concorrentes da Globo na TV aberta parecem assistir a toda esta movimentação como se não lhes dissesse respeito.

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