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Assim como Bolsonaro, reprise de Fina Estampa tem pico de popularidade

Tereza Cristina, Jair Messias e Pereirão: em alta - Reprodução/Montagem
Tereza Cristina, Jair Messias e Pereirão: em alta Imagem: Reprodução/Montagem
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

14/08/2020 13h54

Mesmo com todas as ressalvas da crítica especializada em saúde, política, economia e demais áreas do conhecimento humano, o presidente Jair Messias Bolsonaro vive momento de intensa popularidade.

As informações provenientes do Datafolha fizeram jornalistas e comentaristas levantarem a sobrancelha com certo espanto.

Pois a novela Fina Estampa também é alvo de muxoxo por parte dos analistas desde sua primeira exibição, no distante ano de 2011.

O retrato um tanto quanto caricato da então chamada "nova classe C", até hoje provoca celeuma nos meios intelectualizados.

Tanto que o ator Marco Pigossi, um dos destaques da trama, magoou o autor Aguinaldo Silva ao brincar que a novela deveria ser proibida nos dias de hoje.

O Brasil é um lugar estranho, mas tanto Jair quanto Fina Estampa oferecem soluções simples para problemas complicados. A ascensão social via prêmio da loteria, a cura de todos os males por intermédio de um remédio contra a malária.

Esse universo de desenho animado sombrio que ambos parecem habitar é um prato cheio para quem pretende seguir em frente sem dosar as consequências de qualquer coisa. Não estão interessados em nenhuma teoria, como cantava Belchior.

A semana que começou com Fina Estampa repetindo seu melhor desempenho desde o começo da reprise, quase 40 pontos, termina com o presidente de olho no seu próprio repeteco, as eleições de 2022, com a maior popularidade do governo.

Mantendo a inspiração em Belchior, talvez o melhor caminho seja sumir.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL