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Parque do Chile tem vulcões nevados e um dos lagos mais altos do mundo

O vulcão Parinacota e o lago Chungará compõem a paisagem do Lauca - Dan Lundberg/Creative Commons
O vulcão Parinacota e o lago Chungará compõem a paisagem do Lauca Imagem: Dan Lundberg/Creative Commons

Do UOL, em São Paulo

03/11/2015 06h50

O norte do Chile é famoso por abrigar o deserto do Atacama, destino popular entre brasileiros e uma das paisagens áridas mais interessantes do mundo.

Poucos sabem, porém, que na região setentrional do país de Pablo Neruda existe um lugar fantástico que, de certa maneira, é um contraponto ao Atacama: trata-se do Parque Nacional Lauca, uma Reserva Mundial da Biosfera tomada por vulcões nevados, por um dos lagos mais altos do mundo e um solo verdejante por onde correm riachos e pastam alpacas (um animal andino parente da lhama).

A paisagem, situada a mais de 4.500 metros de altitude, lembra um cenário do filme “Senhor dos Anéis”, com os vulcões Parinacota (com 6.342 metros de altura) e Pomerape (6.280 metros) dominando o horizonte.

Situado no norte do Chile, o Parque Lauca ocupa uma área de 138 mil hectares - Marcel Vincenti/UOL - Marcel Vincenti/UOL
Situado no norte do Chile, o Parque Lauca ocupa uma área de 138 mil hectares
Imagem: Marcel Vincenti/UOL

O Parinacota tem uma forma cônica perfeita, com seu cume nevado se refletindo, lá embaixo, sobre lago Chungará, um dos corpos de água situados a maior altitude no planeta. Em boa parte do ano, a neve que cobre o vulcão se mostra extremamente densa, parecendo marshmallow derretido sobre a formação rochosa.

Faz contraste a essa imagem gélida o verde intenso dos chamados “bofedales” (gramados de cor verde esmeralda e textura espinhosa típicos da área) que cobrem parte dos 138 mil hectares do Lauca – e que são cortados por lindos riachos que surgem nas montanhas: é essa formação vegetal que alimenta as lhamas e alpacas que circulam livremente pela região.

Ao lado desses animais, aparecem ainda gansos andinos, flamingos e cavernas que abrigam resquícios de presença humana com 10 mil anos de história.

Alpacas e lhamas são vistas sob as montanhas nevadas do Lauca - Alastaer Rae/Creative Commons - Alastaer Rae/Creative Commons
Alpacas e lhamas são vistas sob as montanhas nevadas do Lauca
Imagem: Alastaer Rae/Creative Commons

E há também humanos vivendo nos dias de hoje nesse cenário perto das nuvens: a vila de Parinacota, por exemplo, abriga cerca de 50 famílias da etnia aimará, que moram ao redor de uma rústica igrejinha do século 17. É um lugar perfeito para tomar um chá e descansar após o passeio sob o ar rarefeito do Parque Nacional Lauca.

Como chegar

A cidade de Arica, situado no litoral norte chileno, a 150 km da entrada do Lauca, é usada por muitos forasteiros como base para visitar o parque. Mas melhor ainda é o turista ir por conta própria ao exótico vilarejo de Putre (localizado a 15 km da entrada do Lauca) e organizar de lá o passeio, contratando guias locais para conduzir o tour. O Lauca fica quase na fronteira do Chile com a Bolívia. Quem está em La Paz também pode tentar uma viagem até o parque. Os mais radicais chegam a escalar os vulcões Parinacota e Pomerape com a ajuda de guias. 

O Parque Lauca está a mais de 4.500 metros de altitude - Marcos Escalier/Creative Commons - Marcos Escalier/Creative Commons
O Parque Lauca está a mais de 4.500 metros de altitude
Imagem: Marcos Escalier/Creative Commons

Os habitantes da região do Parque Lauca pertencem à etnia aimará - Marcel Vincenti/UOL - Marcel Vincenti/UOL
Os habitantes da região do Parque Lauca pertencem à etnia aimará
Imagem: Marcel Vincenti/UOL

O lago Chungará fica sob os vulcões nevados do Parque Lauca - Marcel Vincenti/UOL - Marcel Vincenti/UOL
O lago Chungará fica sob os vulcões nevados do Parque Lauca
Imagem: Marcel Vincenti/UOL

O Parque Lauca fica perto da estrada que conecta o Chile com a Bolívia - Dan Lundberg/Creative Commons - Dan Lundberg/Creative Commons
O Parque Lauca fica perto da estrada que conecta o Chile com a Bolívia
Imagem: Dan Lundberg/Creative Commons