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Robert Scheidt lamenta a morte de Peter Blake

06/12/2001 15h20

Da Redação
Em São Paulo

O brasileiro Robert Scheidt, pentacampeão mundial da classe Laser e eleito em novembro o melhor velejador do mundo de 2001, ficou chocado nesta quinta-feira com a notícia do assassinato do neozelandês Peter Blake, no Amapá.

"É uma tristeza enorme que um fato absurdo como este ocorra justamente no Brasil. O Peter era um verdadeiro mito em seu país e uma das figuras mais respeitadas da vela e é uma pena que uma tragédia dessas prejudique a imagem do país no exterior", disse Scheidt.

O velejador torce para que os culpados sejam presos e paguem pelo crime que cometeram. "A comunidade internacional da vela, certamente, está revoltada com o acontecimento e o que temos de pedir é justiça. Esta violência é assustadora."

Peter Black foi vítima de um assalto e morreu ao ser baleado ao tentar reagir. Bicampeão da tradicional America's Cup, ele venceu duas vezes também a regata de volta ao mundo. Na Nova Zelândia, ele era reverenciado com um dos maiores ídolos do esporte.

Aos 53 anos, o velejador estava ancorado no Brasil desde o dia 2 de outubro. Ele e sua tripulação de nove pessoas estavam em uma expedição com fins de pesquisa e vinham da Antártida. O planejamento inicial previa que Blake deixaria o Brasil em meados de janeiro.