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Vasco estima mandar entre 12 e 15 partidas por ano no Maracanã e oferece São Januário ao Fluminense

Esporte News Mundo (redacao@esportenewsmundo.com.br)

03/07/2022 13h39

Vasco Maracanã

Em meio as polêmicas sobre utilização do Maracanã e movimentações para a próxima licitação do estádio, hoje sob administração de Flamengo e Fluminense, o Vasco se pronunciou por meio de uma nota oficial e reafirmou o seu desejo e usar o estádio, estimando mandar entre 12 e 15 partidas por ano no local. O Cruz-Maltino também ofereceu ao Fluminense a possibilidade de usar o São Januário para seus jogos de menor apelo de público.

“O Vasco pretende utilizar o Maracanã apenas para seus principais jogos, com alta demanda de público. Estimamos algo como 12 a 15 partidas por ano. Para os demais jogos temos nossa casa, São Januário. Partindo dos 70 jogos/ano preconizados pelo governo do estado, e utilizando critérios objetivos como média público, o Flamengo poderia fazer os seus 35 jogos anuais no Maracanã e o Fluminense algo como 20 ou 23 jogos. Oferecemos São Januário ao Fluminense como alternativa para compor o calendário, e na nossa cidade ainda temos o Nilton Santos. O que não faz nenhum sentido é realizar jogos com 10 mil ou 15 mil espectadores no Maracanã e deixar de fora partidas com potencial de 70 mil torcedores, como essa que o Vasco joga nesse domingo contra o Sport”, diz um trecho da nota do Vasco.

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Desde quando assumiu a gestão do Vasco, no começo de 2021, o presidente Jorge Salgado tem reafirmado o desejo do clube de participar da gestão do Maracanã e mandar seus jogos de maior apelo de público no local.

Nas últimas semanas, desde a partida contra o Cruzeiro, no Maracanã, no começo de junho, a utilização do Maracanã tem sido discutida entre Flamengo, Vasco, Fluminense e o Governo do Estado. Mais recentemente, o Consórcio Maracanã negou duas vezes o pedido do Vasco de realizar a partida contra o Sport no local. Assim, o clube entrou com a ação judicial e conseguiu a liminar que permitiu a realização da partida no Maraca. Desde o fim de 2021, o Estado discute uma nova licitação, mas que deve ficar apenas para 2023.

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Confira a nota completa do Vasco

1 – Sobre nova licitação/ entendimento com outros clubes:

O Maracanã é um equipamento público e a melhor solução seria um entendimento entre os clubes que manifestaram interesse, para que todos possam utilizar o estádio de acordo com suas características e necessidades, em bases pré-acordadas. O Vasco pretende utilizar o Maracanã apenas para seus principais jogos, com alta demanda de público. Estimamos algo como 12 a 15 partidas por ano. Para os demais jogos temos nossa casa, São Januário. Partindo dos 70 jogos/ano preconizados pelo governo do estado, e utilizando critérios objetivos como média público, o Flamengo poderia fazer os seus 35 jogos anuais no Maracanã e o Fluminense algo como 20 ou 23 jogos. Oferecemos São Januário ao Fluminense como alternativa para compor o calendário, e na nossa cidade ainda temos o Nilton Santos. O que não faz nenhum sentido é realizar jogos com 10 mil ou 15 mil espectadores no Maracanã e deixar de fora partidas com potencial de 70 mil torcedores, como essa que o Vasco joga nesse domingo contra o Sport.

2 – Sobre grama sintética:

Temos a tradição de jogar com grama natural e entendemos que seria preferível, e possível, manter o Maracanã assim. O que não se pode admitir é que sejam impostas restrições ao justo direito dos clubes do Rio de jogar no Maracanã. A grama sintética é uma realidade no Brasil e no mundo, a tecnologia vem avançando rapidamente. Entendemos que em uma situação limite, essa sim pode ser uma solução.

3 – Sobre possivel retorno da gestão do Maracanã ao Governo do Estado?

O Vasco acredita que os clubes são perfeitamente capazes de gerir o Maracanã, desde que haja uma licitação com oportunidades iguais de participação, racionalidade, regras claras, e, idealmente, com os clubes em entendimento. O Maracanã foi construído com impostos pagos por cariocas e fluminenses e deve cumprir sua função social de estar aberto para receber os torcedores de todos os clubes do Rio, em igualdade de condições. O Maracanã é um importante gerador de empregos e de renda para empreendedores locais e para o estado, por isso seu uso deve ser otimizado. No último jogo do Vasco contra o Cruzeiro no Maracanã recebemos torcedores de 22 unidades da federação. O que ninguém pode admitir é a tentativa de se apropriarem de um bem público cerceando o direito de outros, como, aliás, ratificou o Tribunal de Justiça do Rio em decisões recentes.

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