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Vacinação da seleção peruana para disputar Copa América é suspensa

13/05/2021 23h30

Lima, 13 mai (EFE).- A vacinação dos integrantes da seleção do Peru para a disputa da Copa América foi suspensa nesta quinta-feira depois que se soube que eles não seriam inoculados com doses da CoronaVac, vacina fornecida pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

O processo foi interrompido momentos antes do início da imunização nas instalações da Federação Peruana de Futebol (FPF), na Villa Deportiva Nacional (Videna), em Lima.

Inicialmente, a equipe técnica liderada pelo técnico Ricardo Gareca e os jogadores que atuam no futebol local incluídos na lista preliminar de 50 jogadores convocados para o torneio continental deveriam ser vacinados.

Segundo a imprensa local, Gareca era um dos mais aborrecidos e relutantes em receber a vacina da Pfizer nessas condições, o que finalmente não aconteceu por ordem do ministro da Saúde, Oscar Ugarte. O embrolho se deu porque a CoronaVac ainda não foi aprovada pelo órgão regulador peruano.

A situação causou indignação no país vizinho porque muitas pessoas consideraram que jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes furariam a fila da vacinação. Na campanha nacional atualmente estão sendo imunizadas pessoas com mais de 70 anos.

Espera-se que nas próximas semanas se inicie a vacinação daqueles que têm mais de 60 anos, o que incluiria alguns membros da seleção, como o próprio Gareca.

"A vacina é uma solução importante. Mais do que tudo, temos que vacinar as pessoas mais vulneráveis e aquelas com os problemas de saúde mais graves. Há uma ordem de prioridades. Quando chegar o momento, é bom ser vacinado. É algo que eu consideraria", declarou o treinador da 'Blanquirroja' no final de abril.

Alguns jogadores da seleção do Peru que jogam no exterior já foram vacinados contra a covid-19, como aqueles que jogam nos clubes da MLS, a principal liga dos Estados Unidos.

Em fevereiro, houve no Peru um grande escândalo de vacinações secretas e irregulares de funcionários do alto escalão, como o ex-presidente Martin Vizcarra, que tomou as injeções quando os imunizantes ainda estavam em fase de ensaios clínicos.

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