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Técnico do Catar admite desatenção inicial, mas valoriza empate com Paraguai

16/06/2019 19h53

Rio de Janeiro, 16 jun (EFE).- Fazendo sua estreia na primeira grande competição que disputa fora da Ásia, a seleção do Catar empatou com o Paraguai em 2 a 2 no Maracanã, pelo grupo B da Copa América, um resultado que foi valorizado pelo técnico Félix Sánchez, apesar dos erros cometidos nos primeiros minutos dos dois tempos.

"Entramos em campo sem a atenção devida no começo dos dois tempos e fomos castigados. Precisamos melhorar isso. Mas a parte boa é que nos dois casos nós reagimos bem, buscamos o resultado", analisou o espanhol na entrevista coletiva após a partida.

"Começamos nos dois tempos um pouco sem a atenção necessária e sofremos gols nos dois começos, o que é preocupante. Temos que melhorar isso. Mas, nos dois casos, reagimos bem, buscamos o resultado, acreditamos na reação o tempo todo e realmente conseguimos. Foi um empate merecido, pelo esforço", acrescentou o treinador, que trabalha no futebol catariano desde 2006, contando com participações nas divisões de base.

Sánchez afirmou ainda que o elenco catariano teve que superar o desgaste por uma maratona de competições, mas que fez uma boa preparação para a Copa América.

"Os jogadores estão em final da temporada, vieram de Liga dos Campeões da Ásia, muitos jogos de clubes, Copa da Ásia, mas as três semanas de preparação ajudaram a recuperar os jogadores, e a vontade do grupo ajuda muito a estar bem no jogo até o final, mesmo contra um time como o Paraguai, que exige tanto. A competição acabou de começar, e vamos ver o que vem pela frente", disse.

Em relação ao adversário de hoje, Sánchez opinou que, apesar da qualidade técnica do Paraguai e de ter ficado em desvantagem de 2 a 0, o Catar conseguiu controlar a partida até chegar ao empate.

"O Paraguai saiu para uma marcação alta. O pênalti no começo (que gerou o primeiro gol de Óscar Cardozo aos quatro minutos) condiciona, mas depois disso dominamos. O Paraguai tem muito talento, mas no primeiro tempo tivemos mérito, e infelizmente não conseguimos empatar. Eles foram para cima com a entrada de (Derlis) González, mas acredito que nossa equipe continuou acreditando que poderia reagir", comentou.

Como técnico da única seleção classificada para a próxima Copa do Mundo, por ser a do país sede, o espanhol destacou a experiência de disputar a Copa América contra alguns dos que estarão no Mundial daqui a três anos.

"Jogar a Copa América é uma experiência necessária para o Mundial, e precisamos tentar aproveitar. Hoje foi uma experiência que nos ajuda a crescer como time", afirmou.

E a atmosfera de estrear em um palco como o Maracanã, ainda mais em um dia especial, quando era comemorado o 69º aniversário do estádio, não passou despercebida por Sánchez, apesar do público pequeno, de pouco mais de 19 mil pagantes.

"É um estádio histórico, com ambiente fabuloso para jogar futebol. Creio que as pessoas desfrutaram de um bom jogo. O público deve ter gostado, foram quatro gols, uma reação... para o espectador foi um bom entretenimento", disse.

"Ter o apoio de parte da torcida dá coragem para continuar lutando. Sou muito grato pelo apoio dado pelo público", acrescentou, ao falar sobre o fato de a maior parte dos torcedores no Maracanã ter manifestado apoio à seleção catariana.

Quanto à Colômbia, próxima adversária do Catar, na quarta-feira (às 18h30, no estádio do Morumbi), Sánchez ressaltou que se trata de uma equipe forte, mas que tentará surpreender.

"A Colômbia mereceu vencer a Argentina (ontem, por 2 a 0), vai ser jogo diferente pelo potencial que já mostrou. Vamos preparar a equipe para a partida o melhor possível, tirar proveito das poucas fragilidades deles. Temos muito respeito por todo mundo, mas vamos tentar fazer frente a um dos favoritos", disse. EFE

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