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Diretor de comitê da Copa de 2022 destaca avanço em direitos humanos no Catar

31/10/2017 20h33

Madri, 31 out (EFE).- O secretário-geral do Comitê Supremo para o Legado da Copa do Mundo de 2022 no Catar, Hassan Al Thawadi, afirmou nesta terça-feira em Madri que seu país está trabalhando "muito forte" em relação aos direitos humanos dos que trabalham nos preparativos para o torneio e que inclusive "os críticos" reconhecem essa melhora.

"Estamos trabalhando muito forte para melhorar as leis e as regulamentações e estamos caminhando a cada dia, melhorando mais e mais. Há muito trabalho a fazer, mas estamos convictos de que estamos melhorando a cada dia e os críticos reconhecem o nosso trabalho e sabem que estamos melhorando", afirmou.

Thawadi foi o protagonista de uma palestra da qual também participou o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Juan Luis Larrea, e o presidente da Casa Árabe de Madri, Pedro Martínez-Avial.

O representante do Catar afirmou que o trabalho que seu país está realizando quanto ao desenvolvimento de infraestruturas "não vai acabar" após a realização do Mundial e insistiu que todos têm "muito orgulho" porque os críticos da Copa do Mundo de 2022 estão "reconhecendo" o trabalho que está sendo feito.

Durante sua palestra, sobre a oportunidade de "convivência através do esporte" que esta Copa do Mundo oferece, ele deu como exemplo que no Comitê Organizador trabalham pessoas de 54 nacionalidades diferentes, "mas com uma visão comum".

Thawadi também desejou que as relações entre Catar e seus países vizinhos voltem ao normal, após o bloqueio imposto por Arábia Saudita, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos desde o mês de junho.

"Neste momento em que atravessamos uma tensão regional, esperamos que as relações entre o meu país e os seus vizinhos voltem à normalidade e ao diálogo. Mas com respeito a cada nação e de forma pacífica. A crise produto deste bloqueio ilegal, injusto e injustificado deve se resolver através do diálogo", afirmou.

Perguntado sobre o poder do futebol para lutar contra o terrorismo, Thawadi lembrou que os princípios do seu país se baseiam em estar "em linha contra o terrorismo", com acordos com os Estados Unidos para combater o financiamento das organizações terroristas.

O dirigente também argumentou que, para combater o terrorismo, um dos pontos chave para o Catar é "dar oportunidades de trabalho e contribuir para a estabilidade na região", e nisso, segundo ele, "o Mundial pode ajudar".

"Temos inovações e projetos para dar oportunidades aos nossos jovens para desenvolver seu talento, escrever o seu futuro, e esta é uma das oportunidades para combater o terrorismo", disse Thawadi, que explicou que o Catar tem enviados presentes nos últimos eventos esportivos para obter informações quanto à segurança.

O representante do Catar afirmou que o país espera terminar dois estádios no final deste ano e que, para 2020, todos os palcos do Mundial estejam terminados.

"Também estão sendo construídas três linhas de metrô que ligarão as instalações esportivas e permitirão aos torcedores comparecer a dois ou três jogos no mesmo dia", disse Thawadi, que prometeu que a edição do Catar será "a Copa do Mundo mais compacta e conectada já vista".

Com relação ao financiamento do Mundial e à sua sustentabilidade no futuro, o diretor afirmou que todas as infraestruturas construídas são avaliadas quanto à utilidade para o desenvolvimento do país e que os moradores das regiões de cada estádio foram levados em conta para que as novas instalações tenham o seu uso no dia a dia após o torneio.

Quanto às altas temperaturas que podem ser registradas durante a competição, Thawadi disse que na época da Copa, prevista para os meses de novembro e dezembro, o clima é "muito bom" e que tecnologias de refrigeração estão sendo preparadas para os estádios.

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Juan Luis Larrea, disse que a Copa de 2022 será "um acontecimento histórico" e "um longo desejo do mundo árabe".

Por sua vez, o diretor-geral da Casa Árabe, Pedro Martínez-Avial, lembrou que recentemente esteve na instituição um responsável de Direitos Humanos do Catar que explicou "o avanço enorme" que o país mostrou nesta área.

"Um dos capítulos mais importantes foi a reforma do tratamento laboral dos trabalhadores, em boa parte impulsionada pela preparação do Mundial. Parabéns ao Catar como Estado, porque esta evolução é geral no país", destacou Avial.

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