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Campeão rebate Dana White e nega que tenha recusado luta no UFC 233

Ag. Fight

11/12/2018 10h59

Tyron Woodley não demorou a responder as críticas de Dana White. O presidente do UFC declarou, na última sexta-feira (7), que o campeão meio-médio (77 kg) "não quer lutar com ninguém", mas 'O Escolhido' rebateu os ataques pedindo respeito à sua condição de lesionado. Em entrevista ao programa 'Ariel Helwani's MMA Show', o detentor do cinturão afirmou que aguarda sua liberação médica para dizer sim a uma luta contra Colby Covington no UFC 233, em 26 de janeiro.

'T-Wood' afirmou que, na verdade, está disposto a lutar no evento - que ainda não tem luta principal confirmada. O campeão alegou, entretanto, que não vai subir no octógono para enfrentar um rival sem estar em condições físicas adequadas. Tyron afirmou, inclusive, que já se arriscou em nome do Ultimate.

"Já me coloquei à disposição pelo UFC muitas, muitas, muitas vezes. Mas chega um certo ponto em que você precisa começar a monitorar seu legado, monitorar sua jornada como campeão, monitorar a maneira com que você quer ser lembrado", falou.

"Não quero ser lembrado como o cara que perdeu uma luta para Colby Covington, ou qualquer outro, porque sabia que não estava 100% ou porque não lhe foi dada a chance de pelo menos ir ao médico que fez a cirurgia em sua mão a fim de conseguir sua liberação", destacou.

Para reclamar de injustiça no tratamento dado por Dana, Tyron citou os casos de dois atletas que conviveram com lesões quando campeões: o meio-médio Robbie Lawler e atual detentora do cinturão palha (52 kg) Rose Namajunas. De acordo com Woodley, ele sofreu três contusões que exigiam cirurgias nos seus últimos quatro combates. Por isso, disse que apenas quer ter a certeza de que pode voltar ao cage.

"Concordei com enfrentar Colby. Concordei com lutar contra qualquer um - esta é a parte engraçada. Eu só pedi um pouco mais de tempo antes de eu poder confirmar . Eu nunca disse não para 26 de janeiro. Vamos deixar isso claro. Eu realmente quero lutar em Anaheim. Estou invicto em Anaheim. Tenho raízes fortes na Califórnia, então seria idiota não querer lutar lá", afirmou.

Segundo Tyron, um dos motivos de estar sendo mais rigoroso do que antes com sua lesão é não dar a Colby Covington a chance de derrotá-lo. De acordo com Woodley, uma lesão que o impossibilite de desempenhar o que sabe é a única forma de 'Chaos' ter a mão levantada ao fim da luta.

"Isso é o que um campeão faz. O que um campeão não faz é ir lá com uma lesão, sabendo que não está 100%, e jogar os dados. Porque, se eu for lá e minha mão não estiver pronta e eu perder para Colby Covington, ninguém vai se importar que minha mão está machucada. Colby Covington vai ficar provocando: 'Na, na, na, na, na, hahahahaha' e nunca mais vai lutar contra mim de novo, porque ele sabe que a única chance de ele me vencer é se eu estiver mal em um departamento. Fora isso, é quase impossível que ele me vença", completou.

A última aparição de Woodley no octógono foi em setembro deste ano, quando finalizou Darren Till com um triângulo de mão invertido. Antes, o campeão dos meio-médios ficou 14 meses parado, o que fez com que o Ultimate estabelecesse um cinturão interino, vencido por Covington em luta contra Rafael dos Anjos.

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