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'Do Bronx' insiste em voltar aos penas, cita promessa russa e pede nova chance ao UFC

Felipe Paranhos e Marcel Alcântara, em São Paulo (SP)

Ag. Fight

25/09/2018 08h00

Em tempos de 'trash talk' e campeões escolhendo adversários, Charles 'Do Bronx' tenta se destacar em sentido contrário. Depois de vencer Christos Giagos no UFC São Paulo e ultrapassar Royce Gracie com o maior número de finalizações na história da organização ? 11 ?, o paulista declarou que ainda pretende voltar ao peso-pena (66 kg), categoria na qual se sente mais confortável, mas já enfrentou problemas para vencer a balança.

Para convencer o Ultimate a lhe dar mais uma chance, 'Do Bronx' afirmou que está disposto a enfrentar atletas que têm sido evitados pelos rivais, a exemplo de Zabit Magomedsharipov e Renato 'Moicano'. O lutador da Chute Boxe Diego Lima afirmou que pegaria qualquer adversário do top 10 da categoria.

"Me joga no bolo. Todo mundo fica falando: 'Tal cara não quis lutar, tal cara não quis lutar'. Me joga entre os cinco melhores. José Aldo, Renato Moicano, o russo que ninguém quer lutar ... Eu luto contra qualquer um, cara. Eu tô há oito anos dentro do UFC, nunca neguei nenhuma luta. Estou aqui para lutar. Eu não estou desafiando ninguém. Eu não sou melhor do que ninguém. Mas eu tô aqui para lutar, e não para ficar escolhendo. Não para ficar correndo", declarou. "Pode me jogar entre os dez primeiros. Eu luto contra qualquer um", reforçou.

Charles afirmou que não passa pela sua cabeça escolher adversários. Durante entrevista coletiva no último sábado (22), ele declarou que deixa seu empresário, Jorge Patino, o 'Macaco', livre para fechar os contratos sem consultá-lo. "Para você ter uma ideia, nem chega para mim com quem eu vou lutar. O Macaco fala assim: 'Já assinei contra tal cara'. 'Tá certo, a gente vai lutar', contou.

Para voltar à categoria na qual pretende ser campeão, entretanto, 'Do Bronx' pode ter uma certa dificuldade para convencer o UFC. Ele não bateu o peso quatro vezes durante sua jornada nos penas: contra Cub Swanson, em 2012, Jeremy Stephens, em 2014, Myles Jury, em 2015, e Ricardo Lamas, em 2016.

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