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Douglas Souza agradece carinho de fãs após caso de homofobia na Europa

Do UOL, em São Paulo

08/09/2021 19h15

Douglas Souza voltou às redes sociais após detalhar o que aconteceu com ele e seu namorado, Gabriel, em um aeroporto na Europa, durante a viagem para a Itália. Após o desabafo, o jogador da seleção brasileira de vôlei agradeceu o carinho dos fãs e pediu desculpa pela preocupação que causou.

"Só para encerrar esse assunto, eu não quero ficar falando sobre isso, esticando esse chiclete, é uma coisa que enche o saco e eu vou falar sobre isso no momento que eu tiver que falar. Agora no começo da temporada não quero ficar focando nisso", começou por dizer ele, que completou:

"Eu quero só agradecer todo o apoio e carinho, as mensagens que recebi. Obrigado pela preocupação, desculpa se preocupei vocês. Realmente foi uma situação muito chata, mas, muito obrigado pelo carinho e apoio de sempre. Amo vocês."

O atleta acredita que foi vítima de homofobia e classificou o ocorrido como constrangedor em uma sequência de vídeos publicados no Instagram.

O que aconteceu?

Horas depois de postar dizendo que havia passado por uma situação muito difícil, Douglas tranquilizou os fãs ao dizer que estava bem e disse o que havia acontecido.

"Foi uma situação estranha, difícil, a gente se sente fragilizado. Se a gente se exaltasse com a polícia, a gente poderia ter mais problemas. Acabou que passei 15 horas no aeroporto, e era para ter sido umas três, no máximo. Não achei normal. Eu sei o que eu vivi. Foi muito constrangedor", disse ele.

Ainda no desabafo, Douglas explicou como tudo aconteceu. Segundo ele, o trâmite que duraria cerca de três horas, teve uma duração de 15 horas, o que tornou a viagem bem mais longa do que o esperado.

"No controle de passaporte perguntaram o que eu faria na Itália, eu disse que seria jogador de vôlei e o Gabriel era meu namorado. Logo, a fisionomia dele mudou na hora e o tratamento também. Ele perguntou o que ele faria lá, eu mostrei o documento de união estável, eu disse que ele iria me acompanhar e trabalhar", começou por dizer ele, que completou:

"Depois de 5, 6 horas me chamaram para uma entrevista em uma salinha para saber o que eu iria fazer lá. Aí bateram na tecla do Gabriel, e eu falava que era meu namorado, e eles não entendiam esse tempo, insistiam no companheiro e não queriam deixar ele passar de jeito nenhum."

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