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Ídolo na Coreia, Cesinha fala sobre comparação com Agüero e lembra episódio envolvendo CR7

16/10/2019 08h15

Comparação com Sergio Aguero, elogios de Cristiano Ronaldo, artilharia, pé imortalizado no estádio, prêmio de MVP... Esse é o resumo das temporadas do brasileiro Cesinha pelo Daegu, da Coreia do Sul. Revelado pelo Corinthians, o meia é um dos grandes jogadores do país asiático, onde joga desde 2016. O LANCE! conversou com o atleta, que contou um pouco de sua história e passagem pela equipe sul-coreana até aqui.

Bons números, prêmios individuais e pé imortalizado

Depois de passar por vários clubes no Brasil, Cesinha assinou com o Daegu em 2016, onde faz sua primeira experiência internacional. Se a passagem pelo país natal não tiveram grande destaque, as temporadas no clube coreano tem elevado o patamar do jogador de 29 anos. Logo em sua primeira temporada, o brasileiro marcou 11 gols, sendo um deles para classificar a equipe para a primeira divisão na Coreia.

No ano passado, Cesinha foi o artilheiro do Daegu na Copa da Coreia com cinco gols e ajudou o time a conquistar o título da competição. Ao fim do torneio, o brasileiro foi eleito o melhor jogador da Copa e teve o pé imortalizado no estádio da equipe. Também em 2018, Cesinha chegou a marca 20 gols e 20 assistências pelo clube e ganhou o prêmio de melhor meia da K-League por liderar a estatística de passes para gol.

- Quando cheguei aqui no Daegu eu disse que queria fazer história no clube. Cheguei e estávamos na 2ª divisão, conseguimos o acesso pra 1ª e depois a permanência, títulos, acesso para a Liga dos Campeões da Ásia e sempre sendo um dos destaques da equipe. Acredito que sou um dos melhores jogadores que passou pelo Daegu. Pretendo fazer ainda mais para que um dia eu seja lembrado aqui no país sim - disse Cesinha ao L!

Comparações com Sergio Aguero e 'Messias'

As boas atuações do brasileiro com a camisa do Daegu renderam a ele uma grande idolatria por parte da torcida. Pelo time sul-coreano até aqui, Cesinha já tem mais de 100 jogos e 37 gols anotados, além do título da Copa em 2018. Neste ano, quando pintou o cabelo de loiro, o meia foi comparado ao atacante Sergio Aguero, do Manchester City. Além do argentino, outra comparação feita com Cesinha pela torcida envolve 'Messias', figura religiosa da religião judaica.

- Fico muito feliz com as comparações e idolatria dos torcedores comigo, isso só aumenta ainda mais a responsabilidade de fazer cada vez mais pelo clube. Mas mantenho os pés no chão e não me comparo ao Aguero e ao Messias pois são incomparáveis. Acredito que tudo que tinha planejado, Deus me deu em dobro - disse o jogador, que tem o rosto no lugar de Messias em bandeiras levadas pela torcida ao estádio.

Episódio envolvendo Cristiano Ronaldo

Jogando em alto nível no início do ano na Coreia do Sul, Cesinha foi escolhido para se juntar ao 'Time de Estrelas' do país em um amistoso contra a Juventus. Em partida realizada em julho, o atacante marcou um gol e na comemoração, imitou a pose de Cristiano Ronaldo, que assistia tudo do banco de reservas. Após imitar o português, Cesinha foi até o banco da Juve e reverenciou o craque. O brasileiro recebeu uma camisa de CR7 após o jogo.

- Essa parte da minha vida eu nunca irei esquecer. Foi um dia incrível e marcante. Quando soube que iria pra seleção da K-League, eu só pensava em fazer um gol no jogo e homenageá-lo. Era um sonho de criança. E graças a Deus aconteceu tudo isso. Fiz um excelente jogo e ao fazer o gol foi muito natural pra mim poder fazer a comemoração dele. No começo acho que o Ronaldo não gostou muito, mas depois pude conversar com ele e expliquei que era uma homenagem pois aqui na liga coreana eu fazia sua comemoração - disse Cesinha, que emendou:

- Ele foi super simpático comigo, me disse que era um grande jogador e pra continuar nessa pegada que viria muitas coisas boas na minha vida. Pedi a camiseta dele e ele me deu no fim do jogo. Acho que nunca fiquei tão nervoso na vida quando estava com Ronaldo, só falava pra ele o quanto eu o admirava e era fã - complementou o atacante ao L!

Volta ao Brasil e naturalização pela Coreia

Antes de assinar com o time coreano, Cesinha somou passagens por União Barbarense, Bragantino, Atlético Mineiro e Ponte Preta. O meio-campista teve bons momentos com os dois times paulistas e conquistou títulos da Copa do Brasil e Campeonato Mineiro pelo Atlético-MG. Cesinha comentou sobre a possibilidade de retornar ao país natal e falou também sobre uma possível naturalização pela Coreia do Sul, caso a oportunidade aparecesse.

- No Brasil, eu teria vontade de voltar apenas se fosse para atuar por um time grande. Do contrário quero continuar minha carreira fora do Brasil. Estou feliz aqui na Coreia. Caso aparecesse a chance de se naturalizar, com certeza eu aceitaria e ficaria honrado em vestir a camisa da Coreia. Seria uma fase marcante na minha carreira com atleta - comentou o brasileiro, que fez uma projeção pessoal para os próximos anos:

- Quero poder classificar o time na Liga dos Campeões da Ásia novamente e ser o Líder em assistências novamente da liga. Meu sonho é poder me estabilizar financeiramente e ter uma vida tranquila quando me aposentar. Se continuar aqui no Daegu, quero ser campeão da K-League, e deixar minha história marcada de vez no clube - emendou o meio-campista.

Importância do técnico André Gaspar

Além de Cesinha, o Daegu também conta com os brasileiros Rildo e Edgar. No entanto, o compatriota que mais ajudou o meia neste período na Coreia foi André Gaspar. Contratado para o cargo de auxiliar técnico em 2015, o brasileiro assumiu o comando técnico em 2017, e desde então, o time atravessa grandes momentos. Os dois trabalharam juntos no Bragantino e André indicou a contratação de Cesinha ao Daegu.

- O André Gaspar foi essencial na minha adaptação na Coreia, pois foi ele quem me indicou aqui no clube, me ensinou os costumes do país, fez com que eu jogasse de meia armador e acredito eu que achei a minha posição em campo. Além disso, dentro de campo por nós falarmos a mesma língua, conseguia entender e fazer o que ele queria. Me fez ser o batedor de faltas, escanteios e pênalti do time, e isso para mim foi essencial pois conseguia as minhas assistências e gols. Tenho uma gratidão muito grande por ele, procurei corresponder à altura e acredito que fiz isso. Hoje sou um dos principais jogadores da liga coreana - encerrou o brasileiro ao L!

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