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Sócios do Santos decidem o futuro da presidência neste sábado. Entenda!

28/09/2018 21h38

Eleito presidente do Santos em 9 de dezembro de 2017, com 1.851? votos de associados, José Carlos Peres terá seu impedimento votado pelos mesmos sócios neste sábado, na Vila Belmiro, nove meses depois de assumir o cargo. A Assembleia Geral começa às 10h e tem seu término previsto às 18h. Poderão participar todos os membros do programa Sócio Rei com ao menos um ano de associação e com todas as pendências regularizadas. Para que seja aprovado, o impeachment precisa do "sim" da maioria simples dos votantes (50% + 1).

São 17.345 associados com direito a voto no pleito deste sábado. O sócio precisará apresentar a carteirinha Sócio Rei, além de um documento original e recente com foto, para poder votar. O clube preparou um forte esquema de segurança, com a presença não só da Polícia Militar, mas também da Companhia de Engenharia do Tráfego (CET). Alguns ônibus reservados pelo próprio Peixe levarão os votantes de São Paulo para Santos.

Como são dos os processos contra Peres, os sócios terão de votar em duas cédulas, de cores diferentes. O parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) ficou à disposição dos associados na Vila Belmiro durante os últimos dias.

Durante a semana, tanto Peres, quanto um conselheiro chamado Fernando Turiani Fernandes entraram com ações na Justiça para tentar conseguir uma liminar que evitasse a Assembleia deste sábado. Não deu certo. Fernandes até chegou a ter o pedido atendido, mas a duplicidade nas ações fez com que o juiz Frederico Santos Messias, da 4ª Vara Cível de Santos voltasse atrás em sua decisão e revogasse a liminar.

Foi durante a semana também que o presidente da mesa do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, concedeu entrevista coletiva para dar detalhes a respeito do funcionamento da votação. Foi sob a tutela de Teixeira que os dois processos de impedimento de Peres foram aprovados em sessão extraordinária dos conselheiros, no último dia 10 de setembro, ambos com 165 votos favoráveis.

Caso o impeachment seja aprovado, quem assume o cargo de maneira direta, sem nenhum tipo de votação, é o vice-presidente Orlando Rollo, com quem Peres trava uma guerra fria desde o começo da gestão. A divergência de ideias dos dois impediu a paz política no clube desde o começo de 2018.

Entenda a questão

De maneira simplificada, os processos de impeachment se baseiam nas duas empresas ligadas a Peres, a Saga Talent Sports & Marking e a Peres Sports & Marketing, as quais ele é acusado de usar para gerenciamento de atletas, ato proibido pelo Estatuo Social do clube. Um dos sócios de Peres na Saga teria, inclusive, exigido 10% da venda de Gabigol à Inter de Milão, da Itália, em 2016. Já que tal empresa teria trazido o jogador ao Santos "de graça".

Ricardo Marco Crivelli, o Lica, gerente da base do Peixe em 2018 e afastado do cargo por acusação de abuso sexual, é também sócio de Peres na primeira empresa, que segundo o dirigente já foi encerrada. Em 2015, Lica criou a Hi Talent Ltda. Um relatório da Comissão Fiscal do clube sobre a movimentação financeira no primeiro trimestre mostrou que o Alvinegro comprou 100% dos direitos econômicos do zagueiro equatoriano Jackson Porozo, de 17 anos em fevereiro e que passaria 20% de uma futura venda ao Manta (EQU) e 30% do lucro à Hi Talent.

A diretoria pagou 350 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhões) pelo jovem, com vínculo até o final de 2021. O contrato não mencionava o motivo das cláusulas acima. A negociação foi refeita depois do vazamento do negócio, tirando qualquer tipo de lucro à Hi Talent.

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