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Risco por medalha compromete classificação de brasileiras na classe 470 da vela

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

04/08/2021 05h50

A chance de medalha de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan na classe 470 da vela dos Jogos Olímpicos era pequena antes da última regata. Por dependerem de uma grande combinação de resultados e com a necessidade de uma vitória, as brasileiras sabiam da necessidade de uma tática arriscada nesta quarta-feira.

A tática não deu certo. Fernanda e Ana chegaram na última colocação na medal race - a regata decisiva com valor duplo. Por isso, até comprometeram a posição na classificação final dos Jogos, caindo do quinto para o nono lugar. Mas não havia outra alternativa.

"Nós já fomos sexto e oitavo em outras edições dos Jogos. Então, a regata de hoje pedia que a gente tentasse alguma coisa diferente para tentar subir na classificação. Isso acabou não acontecendo. Não conseguimos ir para o grupo da frente no início da regata e ainda cometemos um erro no final que ainda passaram dois barcos por nós, que comprometeram duas posições no geral. A gente já sabe que se não arrisca, não anda na frente. É um balanço difícil de fazer. Mas estamos felizes com a campanha que a gente fez, vencendo duas regatas da série", explicou Fernanda.

Sobre o futuro, Fernanda e Ana sabem que não estarão juntas nos Jogos de Paris. A classe 470, no programa olímpico de 2024, será disputada apenas com uma dupla mista, ou seja, um homem e uma mulher.

"Eu sabia que ia ser um momento especial, não só pelo ciclo, por toda a magia dos Jogos Olímpicos que a gente já conhece, mas eu sabia que seria especial pelo encerramento dessa parceria tão especial, de 12 anos, um terço da minha vida velejando com ela. E é uma coisa que me dá muito prazer e me fez muito feliz nesse tempo", explicou a emocionada Ana.

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