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Uefa cede a pressão de patrocinadores e permite bandeira LGBT em anúncios

Jogadores do País de Gales reunidos antes do duelo com a Dinamarca. Ao fundo, patrocínio faz ação contra nova lei húngara  - Olaf Kraak - Pool/Getty Images
Jogadores do País de Gales reunidos antes do duelo com a Dinamarca. Ao fundo, patrocínio faz ação contra nova lei húngara Imagem: Olaf Kraak - Pool/Getty Images

Bruno Fernandes

Colaboração para o UOL, em Recife

26/06/2021 19h09

Classificação e Jogos

As cores do arco-íris foram as verdadeiras protagonistas nas partidas de hoje (26) válidas pelas oitavas de final da Eurocopa. Na semana passada, a Uefa havia proibido a manifestação colorida na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha, onde a seleção local empatou em 2 a 2 com a Hungria.

A ideia da Prefeitura da cidade de Munique de iluminar seu estádio com as cores do arco-íris, que representam o movimento LGBTQI+, para a partida que resultou na eliminação dos húngaros da competição, na quarta-feira, não foi autorizada pela entidade. A ação seria um protesto contra uma lei húngara, apoiada pela política do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, proibindo "demonstração e promoção de homossexualidade a menores de 18 anos. A legislação é considerada discriminatória e a decisão da Uefa foi bastante criticada pela comunidade internacional.

Neste sábado, no entanto, a Uefa liberou que os anunciantes Booking, Heineken, Volkswagen e JustEat de fizessem publicidade usando as cores do arco-íris em todos os estádios da Euro. E foi isso que se viu nas partidas entre País de Gales x Dinamarca e Itália x Áustria,

Os anúncios valem inclusive para o estádio de Budapeste, na Hungria.

Jogadores da Itália celebram gol contra a Áustria.  - Ben STANSALL / POOL / AFP) (Photo by BEN STANSALL/POOL/AFP via Getty Images - Ben STANSALL / POOL / AFP) (Photo by BEN STANSALL/POOL/AFP via Getty Images
Jogadores da Itália celebram gol contra a Áustria.
Imagem: Ben STANSALL / POOL / AFP) (Photo by BEN STANSALL/POOL/AFP via Getty Images

Dois patrocinadores estatais, porém, não mudaram suas cores e nem pretendem: a Qatar Airways e a Gazprom, que pertencem a países com governos com leis que reprimem a homossexualidade: o Qatar e a Rússia, respectivamente.

Sob críticas desde a última terça-feira de vários países, a entidade que comanda o futebol europeu afirmou que sua decisão de proibir as cores "não é política", ao contrário do pedido de Munique como forma de protesto. Depois da proibição, a própria a entidade "vestiu" as cores do arco-íris e alegou que é uma "organização politicamente e religiosamente neutra", sendo esse o motivo para rejeitar, inicialmente, o pedido do estádio alemão e propor outras datas para a Allianz Arena ser iluminada com as cores do arco-íris.

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