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Como Holan e preparador do São Paulo foram de melhores amigos a desafetos

Kohan e Holan nos tempos de Defensa y Justicia: o início de uma parceria que terminaria em amargor - Divulgação
Kohan e Holan nos tempos de Defensa y Justicia: o início de uma parceria que terminaria em amargor Imagem: Divulgação

Arthur Sandes e Tales Torraga

Do UOL, em São Paulo

06/03/2021 04h00Atualizada em 06/03/2021 09h55

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Ariel Holan e Alejandro Kohan trabalharam juntos por seis anos em diferentes clubes argentinos, tornaram-se amigos e foram campeões juntos, mas uma desavença financeira pôs fim à parceria. Hoje (6), às 19h (de Brasília), o treinador do Santos e o preparador físico do São Paulo se reencontram no estádio do Morumbi, em duelo pela terceira rodada do Paulistão.

A exemplo de Holan, Kohan também começou a carreira no hóquei na grama. A diferença é que o preparador físico chegou ao futebol muito antes, há 30 anos, e já tinha percorrido um longo caminho quando Holan virou assistente de Matías Almeyda no River Plate, em 2011. Foi a primeira vez que eles compuseram a mesma comissão técnica.

Quatro anos depois, quando os três citados foram demitidos do Banfield (ARG), Holan quis dar um passo à frente e virar treinador. Kohan decidiu arriscar e o acompanhou, e ali começou a parceria. "Nós fizemos um acordo verbal de formar uma sociedade. Eu estava começando de novo aos 50 anos; economicamente, era começar de novo", explicou Kohan, em 2019.

O preparador físico conta que fez um acordo com Holan. "Combinamos [os salários] em 50% e 50%, porque eu estava começando de novo. Saímos batendo em portas até que o Defensa y Justicia nos aceitou", explicou, referindo-se ao primeiro trabalho de Holan como técnico principal, entre 2015 e 2016.

No ano seguinte, Ariel Holan e toda a comissão técnica assumiram o Independiente (ARG). Foi um ano de sucesso, com direito a título da Copa Sul-Americana sobre o Flamengo no Maracanã, mas que terminou em desacordo. "Ele [Holan] me ligou um dia e disse 'olha, o próximo contrato eu acerto por meu lado, e você pelo seu'. Me doeu muito porque tínhamos um acordo verbal", admite publicamente Kohan, deixando a mágoa transparecer.

Daí em diante, não trabalharam mais juntos. Ariel Holan ficou mais um ano e meio no Independiente, depois passou pela Universidad Católica (CHI) e recentemente assumiu o Santos. Enquanto isso, Alejandro Kohan passou por Rosario Central (ARG) e Banfield (ARG), foi chamado para a comissão de Hernán Crespo no Defensa y Justicia e hoje trabalha no São Paulo.

Ao contrário de Kohan, o treinador Holan nunca falou muito sobre o rompimento. Quando perguntado, foi diplomático e pôs panos quentes na situação.

"A partir da minha decisão, ele preferiu não continuar [no Independiente]. Temos uma relação de mais de 20 anos, é um excelente profissional e tenho muito respeito. Sempre há diferenças entre os seres humanos e pontos de vista que em muitos casos não coincidem", disse dias após a ruptura.

No mês passado, dias antes de acertar a ida ao São Paulo com a comissão técnica de Crespo, Kohan foi novamente questionado sobre o rompimento com Holan. Desta vez, colocou o assunto no passado. "Prefiro deixar isso aí. Houve diferenças pessoais, mas é um capítulo encerrado", resumiu.

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