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Luxemburgo diz que parada prejudicou Palmeiras: "voltamos à estaca zero"

Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 11h57

A paralisação do calendário do futebol no Brasil prejudicou a evolução do Palmeiras na temporada, disse o técnico Vanderlei Luxemburgo em entrevista ao UOL Esporte. De acordo com o treinador, é como se o trabalho tivesse retornado à estaca zero.

Luxemburgo ainda comentou a dificuldade de lidar com a incerteza no esporte provocado pela pandemia do novo coronavírus. O calendário foi interrompido sem uma perspectiva de quando será retomado. Em São Paulo, Federação Paulista de Futebol (FPF) trabalha com diversos cenários, mas ainda não há estimativa de quando o esporte poderá ser praticado. Do lado palmeirense, o clube já manifestou que só voltará a campo quando as autoridades da saúde permitirem e comunicarem que há segurança para a prática.

"Difícil porque quando surgiu (a pandemia) a gente pensou: fomos de dez dias em dez dias e ainda estamos aqui [sem jogar]. A gente estava ajustando a equipe pensando assim, precisamos dar um tiro certo numa contratação, vendo o mercado. Agora você para por tanto tempo, e volta todo mundo do zero de novo", disse.

"Foi prejudicial ao Palmeiras porque nós voltamos à estaca zero como se estivéssemos começando uma temporada", completou.

A preocupação do treinador está mais voltada ao trabalho tático, de conceitos passados aos jogadores. Por outro lado, um ganho que ele acha duradouro é a mudança no relacionamento entre os jogadores. Usando uma expressão que ele gosta de apllicar: a "mudança da foto do vestiário" alviverde.

"Tenho um elenco concentrado no que o Palmeiras tem como objetivo", afirmou. "Todos vão dentro durante os treinamentos. O capitão, que escolhi o Felipe [Melo], e tem muitas lideranças no time."

Uma prova disso, no entender do treinador, foi a facilidade que o clube teve para conduzir a renegociação salarial do departamento de futebol para estes tempos de pandemia, com diminuição de receitas.

"Nós cedemos [o salário dos jogadores] para ajudar os funcionários. Não foi uma imposição, foi uma negociação. O presidente me falava, que era para dizer aos jogadores para eles terem calma e tranquilidade que, quando tivermos um plano vamos apresentar, seria discutido com eles. E correu tudo com calma, mesmo, sem maiores problemas."

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