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Reforços que não vingaram terão chance de retomada com Enderson no Cruzeiro

Com o aval de Adilson Batista, Cruzeiro trouxe dez atletas, mas deve se reforçar com outros a pedido de Enderson - Fernando Moreno/AGIF
Com o aval de Adilson Batista, Cruzeiro trouxe dez atletas, mas deve se reforçar com outros a pedido de Enderson Imagem: Fernando Moreno/AGIF

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

22/03/2020 04h00

Nesta segunda-feira (23), Enderson Moreira fará sua primeira reunião com a diretoria do Cruzeiro para começar a planejar o restante do ano celeste. A cúpula pretende contratar de três a quatro reforços para o novo treinador, mas Enderson já terá que lidar com outros dez que chegaram ao clube sem o seu aval. A maioria deles ainda não vingou neste início de ano e terão uma nova oportunidade de apagar as primeiras más impressões.

Dos dez contratados do Cruzeiro, nenhum caiu nas graças da torcida por enquanto em 2020, embora isso não tenha acontecido nem mesmo com os jogadores que já estavam no elenco. O que mais gerou expectativas positivas foi Marcelo Moreno. Ainda precisando lidar com a falta de ritmo de jogo, o boliviano fez cinco jogos (quatro como titular), mas ainda não se reencontrou com as redes. Será com Enderson que Moreno buscará pelo menos mais seis gols, o que fará dele o maior artilheiro estrangeiro na história do clube.

Um outro grupo de cinco integrantes é composto pelos jogadores que já tiveram mais oportunidades (pelo menos cinco partidas) de mostrar um futebol convincente, mas não conseguiram.

Everton Felipe encabeça essa lista, chamando atenção de forma positiva apenas em jogos isolados ou em determinados momentos do jogo. Jhonata Robert e Roberson também não surpreenderam de forma positiva. A situação só não é pior que a de Filipe Machado e João Lucas.

A dupla (principalmente o lateral esquerdo) terminou os últimos jogos antes da parada ouvindo vaias e muitas cobranças dos torcedores. Quando retornarem, terão trabalho para seguirem entre os onze titulares.

Por último, quatro atletas mal conseguiram ou nem puderam entrar em campo sob o comando de Adilson Batista. Jean não estava 100% fisicamente, mas estreou no clássico por causa da carência no setor. Marllon e Ramon fizeram o primeiro jogo na partida que terminou com a demissão do técnico, e mal foram testados nos treinos. Adilson ainda ficou sem utilizar o garoto Iván Angulo, que desembarcou em Belo Horizonte um dia após a demissão do comandante.

Mesmo que todos os dez contratados até aqui tenham sido indicados pelo antecessor Adilson Batista, não é garantido que eles sejam preteridos por Enderson Moreira. A chegada de um novo treinador, porém, deixa o cenário em aberto para esses jogadores, que já terão a concorrência de companheiros antes pouco utilizados (casos de Robinho, Ariel Cabral), além dos futuros reforços que ainda estão por vir.

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