Topo

Futebol


Jakson Follman: "Não me vejo dentro do campo, esse ciclo foi encerrado"

O ex-goleiro da Chapecoense Jakson Follman em 2017, um anos depois do acidente - Getty Images
O ex-goleiro da Chapecoense Jakson Follman em 2017, um anos depois do acidente Imagem: Getty Images

Do UOL

28/11/2019 12h34

Resumo da notícia

  • Três anos depois de sobreviver à queda do avião da Chapecoense, Jakson Follman fala sobre o "ciclo encerrado" do futebol e a carreira musical
  • O ex-jogador atua como embaixador do clube catarinense e se prepara para a chegada do primeiro filho, Joaquin

Jakson Follman "nasceu" pela segunda vez há três anos, quando o avião em que viajava para a Colômbia com toda a equipe da Chapecoense caiu em Medellín — além dele, apenas cinco das 77 pessoas a bordo sobreviveram.

Em entrevista publicada na manhã de hoje no jornal argentino Olé, Follman, que investe na carreira musical e está à espera de seu primeiro filho, Joaquin, fala sobre sua vida após "encerrar o ciclo" do futebol.

"Penso no que aconteceu o tempo todo, não posso negar. Era uma situação muito difícil, algo impossível de entender. Mas tento ser forte para continuar com minha vida. Devo dizer que ainda estou me reconstruindo ", disse.

Após a amputação da perna direita (consequência de uma fratura sofrida no acidente), Jakson Follman segue no clube catarinense como embaixador.
Mas, apesar de continuar envolvido com o futebol -- que "ainda tem um papel muito importante" em sua vida -- ele não considera voltar aos campos como treinador. "Não me vejo dentro do campo, esse ciclo foi encerrado depois de tudo o que vivi".

É nos palcos que ele vê o futuro — pelo menos desde que recebeu um convite para cantar e tocar violão em um programa de televisão. Atualmente, ele participa do reality show PopStar, da TV Globo.

"Minha vida sempre foi marcada por desafios. Além disso, venho de uma família em que a música estava sempre presente. Cresci ouvindo meu pai tocando violão e, mesmo antes de começar a tocar bola, já cantei em festivais na região da minha cidade ([ele nasceu em Alecrim, cidade localizada no Rio Grande do Sul]".

A música também teve papel importante na recuperação do ex-jogador: "Quando eu estava em coma, após o acidente, minha família tocou música para mim. Quando eu acordei, fiquei muito agitado e eles me fizeram ouvir música para me acalmar", lembra.

Agora, além da música, Jakson Follman terá outro motivo de alegria: a chegada do primeiro filho, que deve nascer em dois meses.

"Com o acidente eu nasci de novo e agora com a chegada do meu filho será outro renascimento. Minha vida será toda para Joaquin. Estou motivado para contar a história da minha vida ao meu filho", disse.

Futebol