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Marcão pede volta do lado caricato do futebol: "Não gosto que apelem"

Marcos diverte os fãs com os comentários nas redes sociais - UOL
Marcos diverte os fãs com os comentários nas redes sociais Imagem: UOL

Beatriz Cesarini e Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

03/11/2019 04h00

Mesmo longe dos gramados há sete anos, Marcos não deixa de acompanhar o futebol brasileiro. Sempre que pode, o ex-goleiro, que se autodenominou 'tiozão do Insta', deixa sua análise ou faz uma zoeira nas redes sociais e, com isso, se tornou um sucesso entre os seguidores. Apesar de tudo, esse tipo de exposição também deixa alguns torcedores pilhados, o que faz o ídolo do Palmeiras sentir saudade do 'lado legal' e caricato da modalidade.

"Na rede social, às vezes, você posta cerveja e aí vem o que não bebe e critica. Se eu posto sobre Corolla, vão falar que o melhor é o Civic. Se eu falo A vão querer falar B. Sempre vai ter o do contra. Eu estou aprendendo a lidar com essas pessoas. Eu já bloqueei 2 mil pessoas. Eu não ligo que discorda de mim, mas não gosto de quem apela, que xinga. O problema não é opinião contrária. É quem apela", pontuou Marcão em entrevista ao UOL Esporte.

Os comentários de Marcos são variados. Em dia de jogo importante do Palmeiras, por exemplo, o ídolo publicou a foto de uma ambulância para brincar com a aflição que ele e os torcedores poderiam passar durante o jogo. E quando o Flamengo eliminou o Grêmio na Libertadores, o ex-goleiro deixou um elogio ao clube rival.

Nas publicações, Marcos costuma interagir com os seguidores e até deixa os fãs à vontade para brincarem com ele em caso de derrota do Palmeiras. Esse clima de descontração que às vezes rola na internet é justamente o que o ex-goleiro sente mais falta.

"Eu não estou falando porque estou velho, porque eu operei o coração ou qualquer coisa. Mas é que a gente está perdendo aquela história boa do futebol. Aquela parte de brincadeira, de aposta, a zoeira. O futebol é legal por isso e estamos deixando essa parte legal de lado", comentou Marcos.

O sucesso das análises e pitacos nas redes sociais é grande, mas Marcos não pretende transformar esse momento em uma possível profissão, como a de comentarista de algum determinado veículo.

"Eu penso que aparecer de vez em quando é bem mais legal, dá mais comentário. Eu concordo e não concordo, eu falo algo que não é profissional e é bem mais legal. Se vira profissional pode parecer algo de forçar a barra. Assim, eu posto quando eu quiser. Sem compromisso fica muito mais legal. Se eu apareço de vez em quando eu continuo sendo o 'legalzão' quando eu apareço. As pessoas sentem mais saudade de mim e aí não se acostumam comigo", brincou Marcos.

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