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Técnico da Venezuela rechaça uso político da seleção: "Espaço diferente"

Rafael Dudamel, técnico da seleção da Venezuela - Gabriel Carneiro/UOL
Rafael Dudamel, técnico da seleção da Venezuela Imagem: Gabriel Carneiro/UOL

Leo Burlá e Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/06/2019 16h03

Na véspera da partida de sexta-feira contra a Argentina, às 16h, no Maracanã, pela Copa América, Rafael Dudamel, treinador da Venezuela, disse que a seleção de seu país não é um espaço para que se faça política.

Antes de uma vitória sobre o mesmo rival, em março, em Madri, um aliado de Juan Guaidó, que se auto proclama presidente do país, esteve no vestiário da seleção e gravou um vídeo, que foi compartilhado pelo político.

Incomodado, o ex-goleiro, que alegou que o combinado era usar apenas internamente o conteúdo, colocou o cargo à disposição. O técnico disse que a lição foi aprendida e deu um recado:

"Aquela experiência foi muito boa para todos. Os que fazem política entenderam que a seleção é um espaço diferente, um espaço para construir um país, para dar alegria e unir o nosso povo".

Sobre o duelo, Dudamel negou que vá pedir uma marcação especial sobre Messi, principal astro argentino. O treinador disse que não nasceu um técnico capaz de conter o camisa 10 e pediu aplicação coletiva para superar o adversário.

"Dedicar marcação ao melhor do mundo não passa por minha mente, há uma planificação coletiva para onde se desenvolva o jogo. A melhor maneira de conter a argentina de Messi é jogando muito bem futebol", disse.

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