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Paulista - 2019

Final e contrato em 2020: filho de lenda do futsal sonha alto no Paulistão

Léo Ortiz chegou ao Red Bull Brasil emprestado pelo Inter no começo do ano; meta é conseguir sequência de bons jogos - Marcello Zambrana/Divulgação
Léo Ortiz chegou ao Red Bull Brasil emprestado pelo Inter no começo do ano; meta é conseguir sequência de bons jogos Imagem: Marcello Zambrana/Divulgação

Emanuel Colombari

Do UOL, em São Paulo

24/02/2019 04h00

Ortiz foi um dos grandes destaques do futsal brasileiro nos anos 90. Campeão da Copa do Mundo da modalidade em 1992, ao lado de nomes como Manoel Tobias e Vander Iacovino, o pivô chegou a emprestar seu nome para uma linha de tênis lançada no mercado brasileiro. Na década de 80, ganhou uma chance nos gramados, defendendo o Grêmio.

Diante de tal currículo, não chega a surpreender o fato de que o filho de Ortiz também enveredou pelos caminhos do futebol. Formado no futebol de salão, Léo Ortiz foi relevado pelo Internacional, passou pelo Sport em 2018 e chegou ao Red Bull Brasil em 2019 por empréstimo para disputar o Campeonato Paulista. Sempre com o apoio do pai.

"Eu comecei no futsal. Ele sempre me incentivou, mas sem colocar pressão para que eu fosse jogador. Me deixou bem livre. Quando eu parei de jogar futsal no Sul, por não ter tantos clubes, foi tranquilo. Ele sempre respeitou. Até que, em um momento, eu escolhi o campo. Ele me apoiou, sempre me apoiou nas decisões", contou Leo Ortiz, em entrevista ao UOL Esporte.

Léo Ortiz e o pai - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Filho de Ortiz, ex-jogador de futsal, zagueiro diz que decisões sempre foram apoiadas pelo pai
Imagem: Acervo pessoal
Segundo o zagueiro, o fato de o pai ter sido um destaque do futebol de salão não despertava tantas comparações. Ainda assim, era inevitável ser reconhecido como "o filho do Ortiz" nos primeiros anos da carreira.

"Eu era muito novo, talvez eu não tivesse tanta noção disso. Mas quando ia jogar em algum lugar com meu clube do Sul, sempre tinha isso de 'o filho do Ortiz'. Quando eu passei para o campo, isso também não mudou muito. No Sul, ele é mais conhecido ainda. Quando eu passei para o campo, tinha isso - não uma comparação, mas essa referência", completou.

No Red Bull, chance se se consolidar

Léo Ortiz só chegou ao futebol de campo aos 16 anos, mas rapidamente conquistou espaço no Inter. Em 2017, foi aproveitado no clube, ganhando as primeiras oportunidades com o técnico Antônio Carlos Zago, justamente seu atual treinador no Red Bull Brasil.

A presença do treinador, admite, pesou na hora de acertar com o time paulista. Léo Ortiz tem contrato com o Red Bull apenas até o fim do Paulista e com o Inter até o final de 2019. Por isso, precisa de uma sequência de jogos para garantir novos contratos.

"Esse chamado dele foi muito importante para mim. Em 2017, quando estreei com o comando dele, talvez tenha sido meu melhor momento no profissional. Tive uma passagem de altos e baixos pelo Sport. Quando veio para esse ano, que seria meu último ano de contrato como Inter e eu teria que sair para jogar, pesou muito um lugar que me quisesse para jogar. Quando ele me ligou e passou isso do projeto que eles têm, de se tornar um grande clube no Brasil, e eu já sabia da estrutura, isso pesou bastante", explicou.

Léo Ortiz no Red Bull, treino - Red Bull Brasil/Divulgação - Red Bull Brasil/Divulgação
Léo Ortiz chegou ao Red Bull em 2019 a convite de Antônio Carlos Zago; meta do zagueiro é conseguir sequência de jogos para garantir um contrato para 2020
Imagem: Red Bull Brasil/Divulgação

Até aqui, a aposta do zagueiro se mostrou acertada. Com 14 pontos em sete jogos, o Red Bull é vice-líder do Grupo A, atrás do Santos e à frente de Ponte Preta e São Caetano. Ao longo do torneio, o time conquistou resultados importantes, como um empate com o Palmeiras (1 a 1 em Campinas na primeira rodada) e uma vitória sobre o Corinthians (2 a 0 em São Paulo na quarta rodada). E embora o clube jamais tenha chegado às semifinais do Paulistão, Léo Ortiz acredita que a temporada de 2019 possa ser de bons resultados.

"A gente teve um começo um pouco mais devagar, até um pouco de receio da nossa parte. São diversos jogadores que passaram por grandes clubes. A gente sabia que a gente tem um potencial muito grande. Não vencemos nas primeiras três rodadas. Agora viemos de quatro vitórias. Não surpreende no nosso dia a dia, mas para quem vê de fora talvez", diz.

"A gente colocou o objetivo passar para as quartas de final. Ficamos em um grupo complicado, e sabemos quão competitivo é o Paulista. Estamos indo fase a fase. Queremos primeiro garantir a classificação, que está ficando cada vez mais perto. Estamos conseguindo vencer nossos jogos. Acho que a gente pode brigar por mais fases, talvez até uma final, mas primeiro a gente pensa nessa vaga nas quartas de final", completou.

E para sonhar alto, o Red Bull tem um grande desafio neste domingo (24): vencer o São Paulo, em jogo no Morumbi pela oitava rodada do Paulistão. O time do Morumbi não vence há quatro partidas, e ainda foi eliminado na pré-Libertadores neste período. A pressão sobre os são-paulinos, segundo Léo Ortiz, deve criar um jogo duro para a equipe de Campinas.

"A gente sabe que eles vivem um momento complicado, e a gente tem que usar um pouco disso a nosso favor. A responsabilidade maior seria deles, e só aumenta", disse o zagueiro. "Sabemos como é esse momento. Temos que ir para jogar nosso futebol como viemos desenvolvendo. Atacar bastante eles, defender como fizemos contra Palmeiras e Corinthians. Não podemos achar que, pela fase que eles estão, vai ser fácil. Vai ser mais complicado ainda", acredita.