Topo

Futebol


Mito ou verdade? Guiñazu é parte de povo imortal?

Pablo Guiñazu em ação pelo Talleres, rival do São Paulo na Libertadores - Divulgação
Pablo Guiñazu em ação pelo Talleres, rival do São Paulo na Libertadores Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

15/02/2019 14h05

Ok, fisgamos você com esse título. Foi o que aconteceu com a gente (e milhões de pessoas) quando vimos o thread de Nando Rocha no Twitter. Mas tudo leva a crer que Pablo Horacio Guiñazu, que marcou época no Inter e hoje joga no Talleres, está longe de ser um humano como nós.

Há imagens do volante de 1996. Sim, ele segue a mesma pessoa, com as mesmas marcas de expressão e nenhuma mudança visível, além do corte de cabelo e uma pequena curvatura cervical.

Leia também
Não é só no Morumbi: Talleres limpa vestiários desde 2016
Talleres limpa vestiário do Morumbi, deixa presentes e agradece ao SPFC

Como tudo começou

Hunza? 

Apesar de se dizer filho e neto de indígenas, o mais provável é que Guiñazu seja mesmo um descendente Hunza, povo que vive 120 anos sem envelhecer. Então, imagine você com 90 anos, mas com as mesmas feições de 40? Seria legal, né?

O que parece mentira é mais do que normal para quem vive no Vale de Hunza, que fica nas montanhas do Himalaia, na Índia.

Getty Images
Imagem: Getty Images

Mesma cara

Isso seria a explicação para o primeiro registro profissional de Guiñazu, no Newells Old Boys. Aos 18 anos, ele era exatamente igual ao que é hoje.

De blusa no sol 

O volante chegou ao Internacional com 29 anos de idade. Até aí, espera-se um volante já em uma queda descendente da forma física. Mas o que se viu foi algo que não bate nem um pouco com as condições de alguém normal.

Guinãzu aguentava o calor de 40 graus em Porto Alegre treinando com jaqueta e capuz. Os efeitos do sol na pele é a única limitação do povo Hunza.

Alexandre Lops/AI Inter
Imagem: Alexandre Lops/AI Inter

Imóvel mesmo com raio

Em uma ocasião, o elenco do Inter treinava sob forte tempestade. E olha o que aconteceu!

Wolverine colorado

A passagem pelo Inter ainda "entregou" a história do jogador. O volante retornou ao time apenas oito dias após operar o joelho. Enquanto isso, humanos normais demoram meses para retornar.

Braço quebrado

Na Sul-Americana de 2008, ele levantou suspeitas do corpo médico do Inter ao querer voltar a campo após quebrar o braço. Isso mesmo, QUEBRAR O BRAÇO. Qualquer pessoa comum estaria morrendo de dor, menos Guiñazu.

Lucas Uebel/VIPCOMM
Imagem: Lucas Uebel/VIPCOMM

Identidade em risco

Com o passar do tempo, os médicos do Inter notaram que não era nada normal as condições físicas do volante. Pressionado para falar a verdade, ele deixou o Beira-Rio e voltou para o Libertad. A verdade ficou escondida. Um ano depois, Guiñazu voltou ao Brasil em grande nível e defendeu o Vasco. O que ninguém contava é que as desconfianças seguiriam. O volante voltou a treinar com apenas QUINZE dias após uma cirurgia que deveria o afastar por mais tempo.

Queda de rendimento? Que nada! 

Novamente prestes a ser descoberto, Guiñazu voltou à Argentina. Mas o que parecia ser um fim de carreira virou só mais uma página dessa impressionante história. Ele não caiu de rendimento mesmo aos 38 anos e ainda fez o gol que recolocou o Talleres na elite do futebol argentino após 12 anos. 

Incansável mesmo após bater o São Paulo

Quem achou que Guiñazu foi curtir a folga após eliminar o São Paulo da Libertadores, achou errado. 

A verdade

A história contada por Nando Rocha no Twitter, claro, não é verdadeira. Guiñazu não faz parte do povo Hunza (que realmente existe) e muito menos evita o sol. O volante, nascido em agosto de 1978, em General Cabrera (Argentina) está com 40 anos, mesmo que ainda não pareça o sujeito mais velho do mundo. O Talleres é o décimo clube de sua carreira. Guiñazu ajudou o time argentino a eliminar o São Paulo da Libertadores e agora terá pela frente o Palestino (CHI). 

Futebol