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Corinthians repete discurso e sofre para repor centroavante desde Jô

Alessandro Nunes e Duílio Monteiro Alves buscam a contratação de um centroavante - Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Alessandro Nunes e Duílio Monteiro Alves buscam a contratação de um centroavante Imagem: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

19/12/2018 04h00

Parece o início de 2018, mas não é. Ainda na busca por um centroavante, o Corinthians admite dificuldades e, sem dinheiro, ressalta que buscará uma oportunidade de mercado para enfim contratar um camisa 9 de peso. O discurso atual é similar ao usado nas primeiras semanas do ano, quando a diretoria já tentava achar um substituto para Jô.

Sem êxito e com contratações sem efeito, como as de Roger, Jonathas e Matheus Matias, o Corinthians enfrentou dificuldades na parte ofensiva - o time alvinegro marcou 34 gols nos 38 jogos do Brasileirão. Na última segunda-feira, em Luque, no Paraguai, o gerente de futebol do clube paulista, Alessandro Nunes, frisou que o investimento necessário para a contratação de um centroavante é alto. "Temos de ter uma oportunidade", disse o dirigente.

No fim de 2017 e início de 2018, em situações como a reapresentação do elenco corintiano após as férias, as declarações de Alessandro tinham o mesmo teor. Àquela altura, Jô tinha acabado de deixar o Corinthians rumo ao Nagoya Grampus, do Japão.

"Temos avaliado e monitorado várias possibilidades. Muitas delas esbarram em números e nem discutimos o valor comercial do atleta. Depois da avaliação técnica, vamos para parte comercial e algumas vezes não conseguimos evoluir por valores", afirmou Alessandro em janeiro.

"Não é tão fácil responder ao que o mercado te oferece. Se você tem uma posição financeira privilegiada, você vai e aponta o melhor. Mas não é o que a maioria dos clubes hoje pode oferecer. Não tem sido nada fácil. O mercado é bem complexo nesse sentido. Necessitamos, sim, de um atleta a mais no setor ofensivo. Já conversamos com o treinador, eu e o presidente, a busca está sendo intensa, estamos colocando muitas situações na mesa", completou o dirigente há quase um ano.

Jô - AP Photo/Andre Penner - AP Photo/Andre Penner
Jô fez 25 gols pelo Corinthians na temporada 2017 e fechou Brasileirão como artilheiro
Imagem: AP Photo/Andre Penner

Sem Jô, o Corinthians tentou a sorte com Kazim, que já fazia parte do elenco. O atacante turco não conseguiu se destacar e viu o técnico Fábio Carille dar chances a Júnior Dutra. As tentativas frustradas fizeram o treinador mudar o esquema tático, do 4-2-3-1 para o 4-2-4. Sem centroavante, com dois meias por dentro e dois jogadores abertos, o Corinthians conquistou o bi paulista.

A diretoria alvinegra, então, acertou uma troca com o Inter, entre Roger e Lucca - antes, já havia contratado Matheus Matias, que chegou ao Parque São Jorge como o artilheiro de Brasil, depois de se destacar pelo ABC. Em julho, Jonathas, o terceiro centroavante, foi contratado.

Nenhum deles, porém, conseguiu fazer a torcida esquecer Jô, autor de 25 gols em 2017 - longe do Corinthians, o atacante superou a média de gols e se tornou herói do Nagoya Grampus nas últimas semanas. Roger marcou apenas cinco gols em 25 partidas. Jonathas foi às redes somente uma vez em nove jogos. Já Matheus Matias, que foi emprestado ao Ceará, fez um gol em cinco confrontos.

O aproveitamento baixo do trio forçou o Corinthians a terminar a temporada 2018 com Danilo como um falso 9 - o meia, no entanto, deixou o clube. Hoje, Jonathas e Roger seguem como opções para o comando do ataque. Gustagol, que brilhou com a camisa do Fortaleza, deve ser reintegrado ao elenco depois de três empréstimos.

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