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Filho de goleiro ex-Cruzeiro segue em coma profundo, diz hospital

O goleiro Elisson com o pequeno Luca, de 6 anos - Arquivo Pessoal
O goleiro Elisson com o pequeno Luca, de 6 anos Imagem: Arquivo Pessoal

Do UOL, em São Paulo

14/11/2018 12h45

O Hospital Público Regional de Betim divulgou nesta quarta-feira (14) o boletim médico sobre o estado do garoto Lucca, de 6 anos, filho do ex-goleiro do Cruzeiro Elisson Aparecido Rosa. Segundo o comunicado, a criança "está estável clinicamente, porém, com quadro neurológico inalterável, mantendo-se em coma profundo".

Lucca foi internado no último sábado (10) após ser atingido por um armário no sítio onde estava, na cidade de Betim, em Minas Gerais. De acordo com o jogador, o filho teria se apoiado em um armário para pegar um refrigerante quando o móvel acabou virando sobre ele. Ele teria sofrido parada cardíaca, além de lesões nos dois ouvidos e parte do crânio.

Em o contato com o UOL Esporte na última terça-feira (13), Elisson chegou a confirmar que o filho havia sofrido morte cerebral. Minutos depois, procurou novamente a reportagem para dizer que Lucca ainda estava vivo, em quadro bastante delicado, e pediu orações para que a situação fosse revertida.

No comunicado desta quarta, o hospital reforçou que o quadro de Lucca não corresponde a morte cerebral. “Não foi aberto o protocolo de morte encefálica por questões médicas inerentes ao caso. Cumpre ressaltar que, o protocolo de morte encefálica brasileiro é um dos mais rigorosos do mundo, requerendo vários pré-requisitos para ser iniciado”.

Na última segunda-feira (12), o elenco do Cruzeiro, ex-clube de Elisson, se reuniu no gramado da Toca da Raposa 2 e fez uma oração para Lucca. O goleiro tinha contrato com o clube mineiro até 2017 e nunca se firmou na equipe principal, sendo emprestado anualmente a outras equipes, como Coritiba e Vila Nova. Ele negocia seu futuro para 2019.

Confira a íntegra do boletim médico:

De acordo com a diretoria do Hospital Público Regional de Betim, o paciente Lucca Guilherme Silva Rosa, 6 anos, está estável clinicamente, porém, com quadro neurológico inalterável, mantendo-se em coma profundo arresponsivo.

Não foi aberto o protocolo de morte encefálica por questões médicas inerentes ao caso. Cumpre ressaltar que, o protocolo de morte encefálica brasileiro é um dos mais rigorosos do mundo, requerendo vários pré-requisitos para ser iniciado.

Reiteramos que o paciente está recebendo todos os cuidados necessários e sua família está sendo informada sobre a situação pela equipe médica.

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