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Citados por Juninho, delegado diz que gêmeos irão depor pela 2ª vez

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Bruno Abdala e Karla Torralba

Do UOL, em São José dos Pinhais e São Paulo

10/11/2018 17h00

Após Edison Brittes Júnior, o Juninho Riqueza, dizer que mentiu em seus primeiros depoimentos para proteger outros envolvidos nas agressões ao jogador Daniel Corrêa, morto no dia 27 de outubro, a polícia decidiu que irá ouvir novamente os irmãos gêmeos que estavam na casa da família Brittes em um “after party”.

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Os irmãos gêmeos são testemunhas do caso e prestaram depoimento em condição de sigilo de justiça e por isso não podem ter os nomes divulgados por enquanto. A Polícia Civil do Paraná já ouviu os dois, mas na sexta (09), o delegado Amadeu Trevisan afirmou que ouvirá novamente os jovens.

Os dois irão depor pela segunda vez após Juninho afirmar que um dos irmãos gêmeos participou do espancamento de Daniel. O jogador foi morto depois das agressões, em uma estrada. O corpo foi encontrado parcialmente degolado e sem o pênis.

“Eu creio que, após alguns depoimentos, ainda temos pontos divergentes quanto à conduta dos gêmeos na casa como se teriam participado de algum tipo de agressão ou não. Temos que ouvir novamente os irmãos semana que vem”, disse Amadeu Trevisan.

Os gêmeos são filhos de políticos de São José dos Pinhais (PR) e afirmaram em depoimento que presenciaram as agressões ao jogador Daniel na casa da família Brittes. A vítima teria sido espancada na casa por diversas pessoas após Juninho afirmar que Daniel estaria tentando estuprar sua mulher, Cristiana. A polícia e a promotoria não acreditam na tese de estupro

O advogado dos irmãos, Ricardo Dewes, disse à reportagem que ainda não foi informado sobre novos depoimentos de seus clientes. 

Segundo o delegado, a fase de depoimentos está quase no final. Pelo menos mais três novas testemunhas serão chamadas a depor na próxima semana, entre elas, a mulher de Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, primo de Cristiana Brittes, que está preso.

Amadeu Trevisan também disse que não deve mais ouvir Edison Brittes Júnior, que está no presídio de Piraquara (PR). Trevisan afirmou que Edison, a filha Allana, Cristiana, Igor Kyng, David Vollero da Silva e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva serão indiciados por homicídio qualificado.

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