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Advogado questiona na Justiça acordo de C. Ronaldo em acusação de estupro

Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images
Imagem: Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

28/09/2018 12h33

Uma acusação de estupro envolvendo Cristiano Ronaldo foi reaberta nos Estados Unidos. De acordo com a revista alemã "Der Spiegel", o advogado da suposta vítima entrou com uma ação para questionar a validade de um acordo que teria sido feito entre ela e o atacante português.

A edição desta semana da revista traz uma entrevista com Kathryn Mayorga, de 34 anos, que relata como o estupro teria ocorrido. A história fora revelada no ano passado, pela mesma publicação, mas o nome da vítima não tinha sido divulgado.

Na entrevista, Kathryn relata que Cristiano Ronaldo fez sexo anal forçado com ela. De joelhos, o português teria dito "sou um cara 99% legal, exceto por 1%".

Cristiano Ronaldo negou a acusação e afirmou que a relação dos dois foi consensual. De acordo com a "Der Spiegel", o advogado usou um relato do próprio jogador na ação. Nele, o atacante diz que "ela disse 'não' e parou diversas vezes".

O caso teria ocorrido em Las Vegas (EUA), em junho de 2009, pouco depois de Cristiano Ronaldo ser contratado pelo Real Madrid.

Ação teria sido encerrada anteriormente por acordo

Em abril do ano passado, a revista afirmou que Cristiano Ronaldo pagou 258 mil euros (R$ 862 mil na cotação da época) a Kathryn Mayorga para que ela não revelasse o suposto estupro. O acerto exigia que ela retirasse a queixa policial.

De acordo com a publicação, Kathryn teria acionado a polícia logo após se relacionar com Cristiano Ronaldo. No entanto, apesar de ter efetuado a chamada, ela nunca identificou o atacante português, afirmando apenas que se tratava de "uma figura pública", de um "atleta".

O advogado de Cristiano Ronaldo, Carlos Osório de Castro, teria assinado acordo em nome do jogador. O contrato foi firmado sete meses depois do suposto estupro. Ela também aceitou apagar de forma permanente qualquer indício eletrônico ou escrito de todas as comunicações que tenha feito para contar para outras pessoas.

Por contrato, a jovem teria que informar todas as pessoas que saberiam do caso. Nos documentos de confidencialidade, Cristiano Ronaldo seria tratado como Mr. D, enquanto a jovem de Ms. C.

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