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Calote corintiano fez time gaúcho cancelar projeto e demitir funcionários

Emerson resolveu enxugar projeto em Pelotas após sofrer para receber por Marciel - Arquivo pessoal
Emerson resolveu enxugar projeto em Pelotas após sofrer para receber por Marciel Imagem: Arquivo pessoal

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

30/04/2016 06h00

O Corinthians colocou todos os pagamentos em dia, mas a decisão de Emerson, ex-volante da seleção brasileira, já estava tomada. 

Proprietário do Fragata-RS, clube criado para formar jogadores em Pelotas, ele resolveu enxugar o projeto de forma drástica. Tudo porque demorou a receber pela venda de direitos econômicos do volante Marciel ao Corinthians. O jogador foi cedido ao Cruzeiro por empréstimo em janeiro.

A mudança de rumo no Fragata provocou uma série de demissões. Três observadores, um roupeiro, uma cozinheira, dois coordenadores, dois treinadores e um supervisor deixaram o clube. Emerson também determinou o corte de avaliações técnicas, viagens e extinguiu o alojamento de jogadores.

Como consequência por deixar competições de base do Rio Grande do Sul, o Fragata também negociou diversas promessas para clubes como Ceará, Cruzeiro e Grêmio, entre outros. Depois de considerar fechar as portas, o ex-volante transformou a equipe em escolinha de jovens jogadores.

Pessoas próximas a Emerson asseguram que foi o desgaste para que recebesse pela venda de Marciel ao Corinthians que fez com que ele tomasse a decisão de cortar custos. Além disso, uma parceria de intercâmbio de jogadores havia sido firmada com a Roma-ITA, mas não terminou da maneira que ele desejava. 

No ano passado, o ex-jogador indicou esse caminho em entrevista ao UOL Esporte. "Eu fico constrangido em passar por isso. Não é o que o Fragata queria passar. Esse é um dos motivos que me desanimam a seguir e me fazem querer rever tudo. É um clube de formação e existe uma série de outros meninos que vão para a escola, que comem todos os dias, que se alojam, que têm plano de saúde e não têm essa alegria. Acaba tendo essas surpresas. Será que vale a pena trabalhar tanto? Eu não quero mais passar por isso. Não ligo, não vou ficar falando porque sou um em um milhão. Você ainda acaba sendo o ruim da história porque está cobrando", disse em setembro.

A reportagem tentou contato com Emerson nos últimos dias, mas ele preferiu não conceder entrevistas. 

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