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Futevôlei em SP? Arena artificial vira reduto de "resenhistas" do Whats App

Juliana Alencar

Do UOL, em São Paulo

11/05/2015 06h00

Perto da rodovia Imigrantes, no caminho para Santos, uma pequena arena de futevôlei virou ponto de encontro de boleiros e artistas que moram em São Paulo. E o responsável por transformá-la num reduto dos entusiastas do esporte na capital é Bello, jogador profissional da modalidade. Um dos 32 participantes do grupo do Whats App Gigantes da Resenha, o alagoano transformou o espaço na "praia" onde jogadores de futebol, aposentados e em atividade, cantores e apresentadores de TV se encontram para bater bola na areia. E isso a 70 quilômetros da praia mais perto dali.

"Na verdade, dificilmente a gente consegue juntar todo mundo aqui", reconhece Bello, que treina no local ao lado do parceiro de dupla Vinícius, sob o comando do técnico Alexandre Granado. "Mas virou uma referência do esporte na cidade. Quando dá, eles vem aqui brincar".

Por eles, entenda-se nomes como Michel Bastos e Alan Kardec - ambos do elenco são-paulino -, o santista Elano - criador do grupo -, além do sertanejo Belutti e do humorista e apresentador do "CQC" (Band) Marco Luque. Kaká, atualmente no americano Orlando City, também já exibiu seu talento no futevôlei no espaço.  

"Tenho uma quadra de futevôlei no meu sítio também. Aliás, a construí antes mesmo do campo de futebol. Curto mesmo jogar futevôlei, faz tempo que eu pratico", diz Michel Bastos, um dos mais novos integrantes do Gigantes. O camisa 7 do São Paulo mora perto da escola de futebol onde a arena foi construída. Quando tem tempo, se arrisca na modalidade com os amigos:  "Não dá para jogar sempre, até por causa da agenda dos jogos. Mas não tem nenhum restrição, não."

Apesar de pequeno, o local tem a estrutura necessária para a prática da modalidade, popularizada nos anos 90 no Rio. Algo raro em São Paulo. Por não ter praia, a prática do futevôlei é pouco difundida na capital e acaba, naturalmente, restrita a locais privados.  

Elano, meia-campista do Santos, treina na praia, mas já subiu a serra para praticar futevôlei com os amigos do Gigantes. "A gente já jogava aqui quando o Bello morava em Santos", explica o jogador, que, além da diversão, vê no esporte uma maneira de manter o condicionamento físico nas férias: "Pode ser um bom aliado nesse sentido. Você já chega na pré-temporada quase pronto".

Foi em busca do "combo" diversão e saúde que Marco Luque, do "CQC",  começou a praticar futevôlei. O humorista já era do grupo quando se animou com a ideia de bater bola na areia. "Hoje venho duas vezes por semana. É melhor que ficar dentro de uma academia", diz ele, que treina com Bello e Granado no espaço. "Ele leva a sério. O treino é pesado", elogia o técnico.

"Neymar é só firula"

Ser craque no campo, no entanto, não é garantia que vá ter o mesmo desempenho em campo. "Os boleiros acabam jogando mais por diversão. Dificilmente conseguem ter o mesmo rendimento na areia", explica Granado, fazendo coro com Bello. "Kaká sofreu quando veio aqui. Porque a lógica do futevôlei é diferente", acrescenta.  

Neymar ainda não jogou em São Paulo, mas também já jogou futevôlei com os colegas do Whats App.  "É só firula, joga nada", diverte-se Bello, que, entre os boleiros que jogaram em alto nível, elege o zagueiro Fábio Luciano, ex-Flamengo, como o melhor deles. Já entre os brasileiros que ganharam o prêmio de melhor do mundo pela Fifa, o eleito não surpreende - vide o histórico do jogador:  "Ronaldinho Gaúcho é bom, mas o Romário é disparado o melhor deles", crava.

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