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Cavani relembra inspiração na infância para buscar o gol: sorvete

Michael Steele/Getty Images
Imagem: Michael Steele/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/06/2018 13h43

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Edinson Cavani personifica o estilo uruguaio de jogar futebol. Aguerrido e vibrante, o atacante do PSG fez um registro autobiográfico para o “The Players Tribune” do período em que era um menino que sonhava ser jogador. O jogador da seleção do Uruguai se recorda dos tempos em que o prêmio das peladas que participava era  sorvete.

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“A regra era: o menino que fizesse o último gol da partida ganharia um sorvete. O resultado podia estar 8 a 1. Não importava. Era uma batalha contra o tempo: marcar. E a sensação de escutar o que o técnico dizia após marcar o gol no final...o Gol do Sorvete. Incrível! Uma alegria imensa. Será de chocolate?”, escreveu Cavani. “Seja qual fosse [o sabor], durante todo o dia seria o rei”.

“O que mais importava na minha vida, naquele momento, se não me falha a memória, era o Gol do Sorvete”, acrescentou.

Cavani teve infância pobre na pequena cidade de Salto, no Uruguai. Nas ruas, ele jogava bola descalço, enquanto os meninos da grande Montevidéu treinavam com chuteiras de marca.

Ele relata que banho quente era algo que não tinha em casa. No inverno, Cavani esquentava água no fogão.

As dificuldades daquela época viraram estimulante quando chegou ao profissional.

“Deixa eu te contar um segredo? Quando agora eu me recordo daquela imagem, não me sinto nada mal. Por algum motivo, me dá energia. Me dá coragem. É uma linda recordação”, relembra Cavani, que teve como ídolo o ex-atacante argentino Gabriel Batistuta.

O sucesso veio anos depois. Cavani fez fama no Napoli e atualmente no PSG. O jogador diz que alcançou já adulto o sonho de infância. Mas a fama não é exatamente a melhor coisa do mundo, diz.

“Quando era um menino, tinha essa sensação de que a pessoa bem sucedida era aquela tinha mais coisas. Quando cresce, se dá conta de que a pessoa bem sucedida é aquela que tem sabedoria para viver a vida”.

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