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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Neymar precisa de carinho e folga

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

11/10/2021 12h07

Os sinais estão dados. Fortes e claros sinais. É preciso estar atento e ajudar.

Neymar anda triste. Um dia, diz que não sabe mais o que fazer para ser reconhecido. Com certeza, não está falando de dinheiro. Ele quer ser amado, como outros que vieram antes dele.

Outro dia, diz que a Copa do Catar pode ser a última de sua carreira. Pensa em se aposentar da seleção aos 30 anos, depois de bater todos os recordes brasileiros.

O reflexo de sua tristeza e abatimento se vê em campo. Hoje, no máximo, é um coadjuvante no PSG. Tem sido muito criticado por jornalistas e torcedores.

Na seleção, ele é um protagonista que não protagoniza. Cada vez resolve menos. Aquela arrancada da esquerda para o centro não existe mais. O drible virou momento raro.

Neymar virou um burocrata.

A tristeza pode ser um início de depressão. Nilmar já teve, Thiago Ribeiro já teve e Ewerton Felipe está tendo.

É uma doença que atinge pessoas ricas também, por quê não?

Se for um quadro de depressão, Neymar precisa de tratamento médico. Se não for, precisa de carinho. Não para voltar a jogar bem, não se trata deste tipo de egoísmo.

Precisa de carinho para voltar a ser feliz. Se isto vai fazer com que volte a jogar bem, pouco importa.

O Brasil está classificado, com 28 pontos conquistados. Tite precisa dar folga a Neymar por um tempo. Deixar que ele fique com a família e os amigos. Seria ótimo também para a seleção, que poderia testar novas fórmulas até que ele volte.

Com alegria nas pernas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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