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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Racismo e homofobia nas ondas do rádio

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

22/07/2021 12h20Atualizada em 22/07/2021 12h20

O que se pode esperar de um racista com um microfone?

Racismo.

O que se pode esperar de um homofóbico com um microfone?

Homofobia.

Os casos estão se repetindo e é preciso reagir. É preciso denunciar.

"Vamos arrancar a cabeça dos bambis", disse o palmeirense Domênico na rádio Energia, após a classe do Palmeiras, projetando o encontro com o São Paulo nas quartas da Libertadores.

Ele tem 547 mil seguidores no twitter. Suas palavras têm eco, têm poder. Influenciam pessoas e podem levar a gestos violentos.

A mesma rádio Energia no ano passado demitiu um comentarista (também chef) que lembrou da senzala ao criticar uma jogada errada de Marinho.

Também foram demitidos o narrador Romes Xavier e Vinícius Silva, da Rádio Bandeirantes de Goiânia que chamaram de imundo e travessa de feijão o cabelo Black Power de Celsinho, do Londrina.

Até quando as medidas virão após as ofensas raciais e homofóbicas?

Até quando as queixas dia ofendidos serão tratadas como mimimi?

Quando um preto reagir com violência?

Quando um gay atacar a honra de um radialista?

Um dia, vai chegar.

Triste dia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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